terça-feira, 29 de setembro de 2015

Poção

Poção é um Município da região Agreste de Pernambuco, conhecido pela renda renascença e pelas romarias ao Centro de Instrução Bíblica.
Fica distante cerca de 240 km do Recife e 28 km de Pesqueira, por onde se dá o seu principal acesso.
Saindo da BR-232, entrando no primeiro acesso a Pesqueira e depois no acesso a Poção, atravessamos a rodovia que segue até a cidade. No caminho, que não permite altas velocidades,podemos apreciar as belezas naturais que margeiam a estrada, com destaque a um trecho onde as árvores literalmente cobrem a rodovia, como se pode observar em uma das imagens abaixo.
Igreja de N. Sra. das Dores; Praça Monsenhor Estanislau.
Bem no centro da cidade, fica a imponente Igreja de Nossa Senhora das Dores. Infelizmente na nossa visita, se encontrava fechada, mas, populares nos repassaram as informações do Blog "Paróquia de Poção", que nos trouxe detalhes da bela Igreja: "Construção imponente de alvenaria de tijolo em calçada alta com planta retangular toda rebocada. Possui uma escada de acesso com 10 degraus. Seu frontispício é quadrangular com frontes triangular, encimado por uma pequena cruz de madeira.Tem duas torres sineiras, um pouco mais recuada da fachada. Cada torre tem um óculo e acima deste fica um belo campanário. A fachada principal tem três portas em madeira almofada e três portas de altura do coro,que possuem guarda-corpos em ferro trabalhado. Seu interior é de nave única,possui coro todo em cimento com guarda-corpos feitos em pequenas colunas em madeira. Logo na entrada, à esquerda fica a pia batismal,com imagem de S. João,protegida por porta de madeira. Mais à frente duas pequenas capelas laterais, possuindo belos altares com imagens. O altar-mor é em madeira bem trabalhada, tendo no centro a imagem de N. Sra. das Dores,ladeada por dois nichos com a imagem do Sagrado Coração de Jesus e São José."
A Igreja, bem como a Prefeitura Municipal ficam localizadas na Praça Monsenhor Estanislau. Embora possua poucas árvores, a praça é grande e aconchegante, possuindo um charmoso chafariz, bancos e outros locais para sentar e o busto.
Praça Monsenhor Estanislau e Entrada do Estádio Municipal.
Na Praça Monsenhor Estanislau, encontramos uma placa em pedra onde se lê: Poção, cavidade profunda onde os índios se abasteciam. Nome que originou o povoado, inaugurado em 07 de setembro de 1871. Segundo se sabe, a placa em questão fica sobre o referido poço.
Ao redor da praça, poucos imóveis conservam a arquitetura original dos séculos XIX e XX. Infelizmente, as cidades pernambucanas não detém políticas capazes de preservar a beleza e originalidade histórica de seus imóveis.
Poção possui um Estádio Municipal em homenagem a Malaquias Vieira.
Centro de Instrução Bíblica; Memorial Frei Henrique; Vista da Cidade.
Poção é uma das cidades pernambucanas onde o Turismo Religioso detém um grande fluxo de romeiros. Durante a semana santa eles visitam o Centro de Instrução Bíblica, onde, além da privilegiada localização e da arborização, se encontram várias esculturas religiosas e nichos representando as estações da Via Sacra, além do Cruzeiro.

Histórico do Cruzeiro de Poção:
O terreno do Cruzeiro foi comprado a Manuel Félix de Sousa, no dia 13 de maio de 1932, cujo valor foi de cem mil reis. No dia 31 de outubro do mesmo ano, uma sexta-feira por volta das 3 horas da tarde, a comunidade religiosa de Poção em procissão; e da cidade até o monte se conduzia uma cruz de madeira que fora colocada no Alto das Bem-Aventuranças. O vigário da freguesia era o franciscano Frei Estêvão e o bispo da diocese era Dom José de Oliveira Lopes, que ordenou a bênção da cruz pelos missionários Frei Bernardo e Frei Egídio. Em 1936 neste local é celebrada a primeira missa pelo Frei Eudorico. No ano de 1964, o primeiro delegado e subtenente de Poção, João Cordeiro, foi ao leste da cidade conduzindo o povo católico e pediu que se fizesse a limpeza em torno da cruz, logo após construiram uma estrada de acesso ao monte.
Fonte: Wikipédia
Grupo residencial Cruzeiro de Poção; Esculturas, Capela do povoado Gravatá; Centro da Renda Renascença.

As ruas próximas ao Centro de Instrução Bíblica fazem parte de um núcleo residencial denominado Grupo Residencial Cruzeiro de Poção. O interessante é que cada casa possui um nome relacionado a personagens da Bíblia e um nicho para abrigar uma imagem da Religião Católica.
Chamou atenção a imagem do Vaqueiro de joelhos em devoção à N.Sra. Infelizmente, a belíssima escultura não pôde ser fotografada devidamente em razão de ônibus escolares e/ou municipais, estacionados, impedirem a devida visão da mesma.

Estivemos em Poção em um Sábado. Chegamos por volta das 11 da manhã e não encontramos nenhum local aberto com renda renascença. Era dia de feira, não pudemos entrar em algumas ruas da cidade, de carro, no entanto, na entrada da cidade há uma espécie de centro de comércio de renascença, se encontra na última imagem acima, e o turista que vai até a cidade comprar, se não procurar muito pode sair decepcionado.

Histórico de Poção

As terras de Poção figuravam, em 1832, no espólio do capitão-mor Francisco Xavier Pais de Melo Barreto, que residiu na fazenda Poço dos Patos, no antigo termo de Cimbres, localizada à margem da atual estrada que liga Pesqueira a Poção. A fundação de Poção deu-se em 1871, pelo padre Monsenhor Estanislau Ferreira de Carvalho, ao erigir a capela de Nossa Senhora das Dores em terreno do patrimônio doado por Francisco José Bezerra, a quem coube a iniciativa de construir a primeira casa nas imediações de um grande poço, de onde adveio o nome da localidade – Poção. Pela Lei Provincial nº 1.230, de 24 de abril de 1876, foi classificado como distrito de paz, da comarca de Cimbres (hoje Pesqueira).
Em 4 de março de 1893, através de lei municipal, obteve as prerrogativas de distrito, entendido como unidade jurídica e administrativa do município autônomo de Cimbres, sediado em Pesqueira. A categoria de vila foi conferida a Poção, como às demais sedes de distritos da época, através da Lei Estadual nº 991, de 1º de julho de 1909. Em 1924, a atual cidade de Poção teve seu nome mudado para Sérgio Loreto, em homenagem ao então governador, que construiu a rodovia ligando a vila "acaiense" à sede municipal da época. Essa denominação permaneceu por seis anos, até que o governo instaurado com a revolução de 30 decidiu fazer retornar o nome anterior. Algumas tentativas houve no sentido de o nome Acaí substituir Poção, sem êxito, embora contasse com a simpatia da população local. O município de Poção foi criado em 29 de dezembro de 1953, desmembrado do de Pesqueira, tendo como sede a vila do mesmo nome, através da Lei Estadual nº 1.818, a mesma que criou a comarca. A instalação ocorreu em 22 de maio de 1954. O Decreto-Lei Estadual nº 61, de 5 de agosto de 1969, extinguiu a comarca de Poção, que passou a termo da comarca de Pesqueira.


Fonte: Prefeitura Municipal.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Cumaru

De Passira até Cumaru são pouco mais de 26 km. Seguindo pela rodovia PE-095 e dobrando à direita no entrocamento com a estrada de acesso à Cidade.
O trecho da PE-095 entre as duas cidades está ótimo (falamos de maio de 2015), mas o trecho de acesso à cidade merece cuidados, sobretudo à noite.
PE-095; Capelinha à beira da estrada; Rua; e, Igreja de Sta. Terezinha

A estrada até a cidade é agradável aos olhos, embora, reforcemos que merece bastante atenção. É uma das menores cidades que visitamos. Tem poucas ruas, é limpa e não parece ser muito movimentada, exceto por eventos religiosos ou motociclistas que se reúnem na região para fazer trilhas.
A Igreja de Santa Terezinha, possui arquitetura moderna, mas tem traços que lembram algo barroco e neoclássico. Talvez tenha passado por modificações ao longo dos anos.
Praça Virgínia Heráclio e Igreja de Sta. Terezinha; Mercado Público; Prefeitura e Hotel Municipal.

Cumaru nos pareceu bem administrada, o que significa que a cidade estava limpa e os prédios públicos, bem como os particulares estão relativamente bem conservados.
Curioso foi encontrar ao lado da Prefeitura um "Hotel Municipal". Seria uma iniciativa da administração pública de manter visitantes na cidade ou seria uma coincidência do nome e localização do Hotel? Talvez as duas coisas, mas o estabelecimento, contudo, não parecia estar em funcionamento.

Estádio Municipal, com o Mirante do Cristo Redentor ao fundo; e, Av. Osório Ferreira.
 O Estádio Municipal é bem modesto e fica na entrada da cidade. Do outro lado, fica o monte onde há um local denominado Mirante do Cristo Redentor.
Como se pode perceber, as ruas são pouco movimentadas, o silêncio aparentemente prevalece em fins de semana e feriados. As casas geminadas são características da época em que o lugar começou a tomar forma, mas poucas conservam características arquitetônicas originais, infelizmente.
Praça e Igreja de São Severino; Capela de São Francisco das Chagas; PE-097; e, Mercado Público de Ameixas.
Cerca de 19 km a sudoeste de Cumaru fica o Distrito de Ameixas. Local simples, limpo e tranquilo.
O destaque fica para a pracinha da Igrejinha, mas a descaracterização das fachadas das casas para algo de muito mau gosto, sobretudo pela troca da pintura por cerâmicas tira o que seria o charme do lugar.
Rua Principal de Ameixas e Açude Público de Ameixas.
Ameixas fica à beira da rodovia e, além do distrito sede de Cumaru, tem acesso para Riacho das Almas, pela PE-095, e Bezerros, através de PE-097, que passa por trás da Serra Negra.

Histórico de Cumaru

O nome do município tem origem na árvore Cumaru. O município foi emancipado através da lei estadual nº 4.986, datada de 20 de dezembro de 1963 (data em que se comemora seu aniversário), sendo instalado a 28 de junho de 1964. Sua denominação anterior era Malhadinha.

Além da sede, o Município possui o Distrito de Ameixas e os Povoados de Malhadinha, Umari, Poços, Pilões, Água Doce de Cima, Pedra Branca, Dendê, Pangauá, Riacho do Boi, Pau d’Arco, Cajá,, Água Salgada, Poço de pedra e Queimadas.
Fonte: Wikipédia

terça-feira, 21 de julho de 2015

Passira

Passira é conhecida em Pernambuco como a "Terra do Bordado". A cidade é cortada pela rodovia PE-095 e fica entre Limoeiro e Cumaru.
A rodovia que foi alvo de muitas reclamações nos últimos anos, está sendo recuperada e já está em bom estado em Passira.
Centro Cultural e Comercial do Bordado
Quem chega em Passira já dá de cara com o Centro Cultural e Comercial do Bordado. Uma espécie de galeria/mercado onde alguns comerciantes vendem um pouco do melhor bordado produzido no Município.
Nossa impressão foi de um grande vazio no local. Na nossa primeira vez no lugar era um Domingo e somente três lojinhas estavam abertas. Outras estavam fechadas e algumas vazias.
Futura Igreja Matriz; Casa Linda; Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição; e, Imagem na Praça da Matriz
Ao chegar ao centro da cidade, encontramos a nova Igreja Matriz sendo construída. Infelizmente, poucas casas mantém a fachada original, como a da imagem acima.
No entanto, é no centro da cidade que encontramos mais lojas de vendas de bordados. Em sua maioria produzidos e vendidos na própria residência das produtoras.
Bordados
Foi em uma dessas casas que compramos peças de muito bom gosto. A simpática Senhora que nos recebeu até se ofereceu para nos ensinar esse belo ofício. Na imagem acima estão algumas das peças produzidas na residência onde adquirimos os bordados.
Ainda demos uma volta rápida por algumas ruas de Passira, mas não encontramos mais nada para registrar.
De qualquer forma, só os bordados já compensam a viagem para lá.
Igrejinhas de Povoados
À beira da rodovia, no sentido Cumaru, entramos em dois minúsculos povoados onde tivemos a felicidade de registrar essas imagens das simpáticas capelinhas.

Histórico de Passira

Passira fazia parte do município de Limoeiro e era considerado distrito deste até o ano de 1963, quando foi elevada à categoria de cidade.
O início de seu povoamento deu-se pelo fato de ser área de transição entre a zona canavieira e a região agreste, ligando as áreas de criação de gado com as dos canaviais. Desta forma alguns núcleos populacionais começaram a surgir a partir do deslocamento dos rebanhos bovinos, sendo mais tarde reforçado pela expansão algodoeira no início do século XIX aos meados do século XX. Em 20 de Dezembro de 1963, a Lei Estadual nº. 4.981 criou o município de Passira, desmembrando-o de Limoeiro.
Passira está localizada na região do agreste setentrional de Pernambuco. O nome do município em tupi-guarani quer dizer "acordar suave". O município foi criado por lei estadual do ano de 1963. Sua população é de cerca de 30.000 habitantes, metade dela mora no campo. Conhecida em Pernambuco como a terra dos bordados, Passira é uma cidade com bons atrativos para os visitantes. A cidade é acolhedora e oferece passeios relaxantes no Mirante da Serra, na Cachoeira do Tancão e no Povoado da Pedra Tapada. A Igreja de São José e a Serra de Passira são outros atrativos turísticos.
A produção de bordados mobiliza grande parte da população, principalmente as mulheres, que são organizadas em cooperativas, distribuindo o produto para todo Brasil e até para o exterior. Nos últimos anos tem crescido a prática de esporte de aventura e do turismo rural, destacando-se: as trilhas de Motocross, os passeios ciclísticos e as cavalgadas. Outro potencial do município são as águas termais - atualmente está em construção um grande spa no município.
A cidade de Passira é cheia de histórias para contar, a maioria delas criada pelos índios que habitaram a região. O município ainda conserva inúmeras lendas, mantidas oralmente através dos tempos pelos moradores locais, a exemplo dos frutos encantados da Serra da Passira, uma solidificação rochosa com 800 metros de altitude.
A cultura popular em Passira é bastante rica. A brincadeira do Cavalo Marinho é uma das principais manifestações. Há também repentistas, emboladores, capoeira e os teatros de mamulengo, geralmente presentes em festas, como a de Nossa Senhora da Conceição e de São José. Nacionalmente destacam-se os artistas Moçinha e Duda da Passira. A gastronomia é caracterizada pela fava de coco, um prato que acompanha qualquer tipo de carne e o mais servido nos refeitórios da cidade. Também se destacam, o feijão verde, a galinha de capoeira e de cabidela (ao molho pardo), o cozido e o assado de cabrito, a carne de sol e outras receitas da culinária nordestina.
Passira também tem como atividade econômica de grande peso a pecuária mista, com certa predominância da pecuária de corte. Na agricultura o forte é o milho, sendo tradicionalmente um dos maiores produtores do Estado, assim como o feijão, algodão, tomate, pimentão, fava, banana e laranja. Destaque-se que nos últimos anos o grande crescimento das culturas irrigadas de hortaliças na região de Vertente Seca.

Fonte: Prefeitura de Passira

terça-feira, 30 de junho de 2015

Lagoa do Carro

Lagoa do Carro, a "Terra dos Tapetes", é um Município da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Fica a cerca de 61 km do Recife. Antes de chegar na cidade, passamos por Paudalho e Carpina, na BR 408. A cidade é relativamente pequena, mas está crescendo.
Ao chegar,procuramos logo a antiga Estação Ferroviária. A linha que seguia de Carpina até Bom Jardim foi desativada em meados dos anos 60 do Século XX, e não existem mais trilhos, mas a edificação, que atualmente é uma residência e ao que parece, um restaurante, está bem conservada.
Antiga Estação Ferroviária
O espaço do antigo pátio ferroviário e a localização da Estação poderiam ser melhor utilizados, como um espaço cultural, museu ou até mesmo um restaurante temático que mantivesse as lembranças da outrora época próspera das ferrovias em Pernambuco.
Observamos poucos imóveis com características originais de época, poucos mesmo. Mas a cidade nos pareceu limpa e organizada.
Em razão de ser dia de Feira Livre, o acesso ao centro ficou limitado, mas procuramos registrar imagens do que de mais interessante encontrávamos.
Praça Manoel Barbosa de Souza; Casa Verde próxima à antiga Estação.
Um dos locais interessantes é a Praça Manoel Barbosa. Nela se instalam os parques de diversões e é onde ocorrem alguns dos festejos da cidade. É limpa, espaçosa e possui belas Palmeiras Imperiais, além de uma charmosa fonte.
A Lagoa; Igreja de Santana
O curioso nome do Município originou-se devido um naufrágio, de um carro de boi carregado de tijolos, na Lagoa, Conta-se que após esse acontecimento o povo não dizia mais "vamos à Terra de Santana", mas sim à "Lagoa do Carro".
Parte da lagoa é urbanizada, mas só parte. Não é possível dar à volta nela, pois em grande parte as casas chegam até o seu leito. Uma pena.
No centro da Lagoa um Cristo Redentor de braços abertos aos moradores e visitantes, saúda a abundância de água ao seu redor.​
Museu da Cachaça
Além da produção de tapeçaria, Lagoa do Carro é famosa por abrigar a maior coleção de Cachaças do mundo, reconhecida no Guinnes Book, expostas no Museu da Cachaça.
Na rodovia, muitas placas sinalizam a localização do Museu. Fica a cerca de 1 km do centro de Lagoa do Carro, em um local conhecido como Chácara Girassol. Lá o visitante paga uma taxa de visitação, cerca de R$ 4,00, e tem um guia que conta um pouco da História da Coleção do Seu José Moisés de Moura.
Curiosamente, o Seu José não bebe e começou a colecionar porque achava os rótulos bonitos, o que de fato temos de concordar, há muitos rótulos bonitos e outros até engraçados.
O Museu possui um acervo de cachaças antigas, atuais, de Pernambuco e outros estados, e até do exterior.
Também há um espaço com elementos para fabricação de cachaça, doados pela Pitú, de Vitória de Santo. Antão. 
Vale a pena tirar uma foto com o Ébrio, com o Papudinho e na Barraca da Cabocla, bonecos que representam o "meio-ambiente" dos "pinguços".
A visita finaliza no Bar do Papudinho, onde o visitante pode degustar as mais diversas arcas de cachaça, sentado nos bancos que são celas usadas pelos vaqueiros. Também é possível adquirir algumas boas marcas de cachaça no local.

Histórico de Lagoa do Carro:

Os colonizadores da Capitania de Itamaracá, principalmente aqueles que fixaram residência no valor do Rio Tracunhaém, foram os primeiros a desenvolverem, as matas sombrias em busca de Rincões, para a agricultura de subsistências.​
Madeireiros seguia rio acima na mesma trilha em busca dos cobiçados sítios, naquela época a interiorização, as matas litorâneas foram sendo desmatadas, iam-se implantando nas matas e vales dos rios a atividades canavieira esquecera-se aos poucos o comércio do Pau-Brasil na época nem todo o colono dispunha de recursos para implantação de engenho daí surgi o pastoreio desenvolvendo-se ao lado da agricultura e da pecuária bem como o surgimento do vaqueiro, do caboclo, sobressaindo-se também a atividade madeireira necessários a confecção de caixa para o embarque de açúcar bruto feitos em nossos engenhos, devemos lembrar que os desbravadores destas paragens, foram os colonizadores da Capitania de Itamaracá que notadamente se fixaram as margens do Rio Tracunhaém nota-se ligeiramente que Lagoa do Carro teve sua ocupação oriunda dos rios Capibaribe e Tracunhaém, rota dos caminhos dos Desbravadores.
Acreditamos que até Lagoa do Carro, data de aproximadamente 1630, havia visto a invasão flamenga naquela época fato que contribuiu, para arrefecer o surto colonizador, que procurou outros sítios para cultivo, bem como negros que durante a invasão flamenga a capitania arribou para as ribeirinhas do Tracunhaém, formando a tribo panelas de formiga.
Em 1699 Lagoa do Carro estava englobada nas cincos léguas de terras, conhecidas como Matas do Brasil, comprada por Diego Coelho Romero, a Gregório de Matos Pereira, em 20 de março 1669.

Nos meados do século XVIII 1670, já existia o engenho Terra Vermelha, que ficava próximo a Oiteiro e também da Lagoa do Carro primeiro nome dado a nossa terra. Na época Lagoa do Carro era patrimônio do real Colégio Jesuíta de Olinda nele já existia uma capela dedicada a Nossa Senhora da Soledade.
Fonte: Prefeitura Municipal

domingo, 31 de maio de 2015

Paudalho

Paudalho fica a cerca de 44 km do centro do Recife e a 26 km distante da Itaipava Arena Pernambuco, na BR-408, que está em ótimas condições, neste ano de 2015, e é duplicada desde seu início na BR-232, no Bairro do Curado, em Recife, até a cidade de Carpina, no cruzamento com a rodovia PE-041.Paudalho é conhecida não só pelas suas olarias, fábricas de tijolos, mas sobretudo pelas romarias ao Engenho Ramos.
Estação Ferroviária de Paudalho e seus antigos armazéns.
Ao chegar na cidade procuramos pela Estação Ferroviária, recém restaurada pelo IPHAN e, como era de se esperar, a Estação, que atualmente abriga o Arquivo Público Municipal se encontra quase como nos anos de maior movimento da ferrovia.
Os antigos armazéns que serviam aos trens cargueiros não foram restaurados. O estado de ruínas é evidente, um destino triste a essas edificações históricas que poderiam ser aproveitadas para equipamentos turísticos, tendo em vista a área onde se encontram.
Largo da Estação Ferroviária e Igreja de Sta. Tereza D'Ávila; Casario antigo do centro.
O local onde se encontra a Estação Ferroviária, também é o local onde a cidade nasceu. A Igreja mais antiga de Paudalho, construída em homenagem a Santa Tereza D'Ávila não fica no centro da cidade. Talvez por isso, o silêncio que prevalece no local só deveria ser quebrado pelas antigas locomotivas das concessionárias da ferrovia.
O entorno tem bastante espaço. Em frente à Igreja há uma pracinha e algumas charmosas casinhas do lado contrário ao da Estação.
Por trás da Estação há alguns armazéns, que pela arquitetura é fácil perceber que faziam parte do pátio ferroviário. Uma pena não terem sido restaurados também.
Ponte de Itaíba
A ponte de Itaíba é outro monumento turístico do município. Foi construída sobre o Rio Capibaribe no século XIX e inaugurada pelo Imperador D. Pedro II. Atualmente, os veículos não podem mais atravessá-la, somente pedestres e motociclistas. Seu estado de conservação não é dos melhores. Pela imponência que já teve,merecia um melhor cuidado do poder público.
Do lado do rio que segue para a BR-408, há um espaço na margem junto à Av. Luís Maranhão, onde as pessoas podem contemplar o Capibaribe. Também há algumas construções antigas na mesma avenida.
Igreja Matriz do Espírito Santo
Conseguimos encontrar a Igreja Matriz do Espírito Santo aberta, então partimos para fotografar o seu interior. A Igreja data de 1750.
Em seu interior podemos perceber a passagem dos anos. As paredes e o piso guardam elementos seculares. Também observamos ossuários com restos mortais de famílias influentes e abastadas da época. As imagens e adornos vieram de fora.
Uma curiosidade: Como a capela de Santa Tereza D'Ávila, que se situa à margem esquerda do Rio Capibaribe era particular e atendia o senhor do Engenho Paudalho com seus escravos, os homens brancos e de posses, que residiam no povoado situado na margem direita, resolveram edificar a capela em honra ao Espírito Santo aberta a todos. 
Feira Livre; Rio Capibaribe; Praça Joaquim Nabuco e Igreja de N.Sra. do Rosário.
Partindo-se da Ponte de Itaíba, seguindo pela margem direita do Rio Capibaribe, sentido BR 408, observamos que a "Orla" se encontra de certa forma, "arrumadinha". Passamos pela Praça Herculano Bandeira, onde se encontra uma Academia das Cidades e pela Feira Livre Municipal que se encontra bem organizada.
Após a Feira, seguimos em direção à Praça Joaquim Nabuco, local onde existem vários imóveis preservados, incluindo a Igreja de N.Sra. do Rosário. A pracinha, as casas e a pouca movimentação no lugar dá ares de cidadezinha do interior, diferente do restante da cidade, bem movimentada.
Casa-Grande do Engenho Ramos; Casa da Ferrovia; Plataforma da Estação Ferroviária de S. Severino.
Paudalho recebe uma das maiores manifestações religiosas do Brasil. No Município, está o Santuário em homenagem a São Severino, mais precisamente na Capela de Nossa Senhora da Luz, conhecida como Igreja de São Severino, nas terras do antigo Engenho Ramos (desativado na década de 1920).
O local, que fica a cerca de 4 km do centro da cidade, recebe grande concentração de fiéis ao longo de todo o ano, sobretudo entre setembro e a Semana Santa, o santuário de São Severino do Ramos é procurado por fiéis que ali vêm fazer ou pagar promessas. Entretanto, é no Domingo de Ramos que se avoluma o número de romeiros. São milhares de visitantes vindos de diversas cidades do interior de Pernambuco e de outros Estados do Nordeste para venerar o santo tido como milagroso, cuja imagem é em tamanho natural e se encontra no interior da Capela. Diz-se que a imagem do Santo teria sido trazida da Europa, como presente de um sacerdote à antiga proprietária do Engenho Ramos.
Capela de N.Sra. da Luz; Fazenda; Santinhos.
Registramos nas imagens anteriores, a plataforma da Estação de Trem de São Severino. A existência de uma Estação, mesmo que pequena, no local deve-se à importância e ao fluxo de romeiros desde muito tempo atrás.
Ainda existem os demais prédios que compõem o "pátio ferroviário", a arquitetura dos mesmos, mesmo mal cuidados, resiste.
Da frente da Capela, dá para observar uma charmosa Casa-Grande e uma Capela, que ficam do outro lado do rio Capibaribe. No entanto, não obtivemos informações se é um antigo Engenho ou uma Fazenda.
Algumas barraquinhas com imagens coloridas de Santos Católicos ficam no entorno da Capela. Em épocas de romarias muitas outras se instalam no local.

Histórico de Paudalho

No final do século XVII, foi fundada pelos franciscanos um aldeiamento de índios, cerca de duas léguas do Rio Capibaribe.
Este aldeiamento foi denominado MIRITIBA. Palavra de origem da língua TUPI, que significa juncal ( Mbiri-tyba ). Nesse lugar nasceu o conhecido índio poty, o famoso Dom Felipe Camarão, que tornaria celebre na restauração Pernambucana. Nas terras da primitiva aldeia indigena, edificou-se o engenho que ficou conhecido pelo nome de Engenho Aldeia.
Na segunda metade do século XVIII diversos engenhos foram se instalando nos arredores como o Engenho Bom Sucesso, erguido a margem direita do Rio Capibaribe e a esquerda ergueu-se pelo português Joaquim Domingos Teles a capela Santa Tereza de Jesus a quem tinha como grande devoção.
Com a construção de um engenho de açúcar em 1627 passou a chamar-se Engenho Aldeia. Com o crescimento do povoado se fundou Paud’alho, em seguida Paudalho, por função de uma árvore que exalta odor semelhante ao alho, árvore secular a margem direita do Rio Capibaribe.
Ao norte: Tracunhaém
Ao leste: Abreu e Lima, Paulista
Ao Sul: Camaragibe, São Lourenço da Mata, Chã de alegria e Glória do Goitá
Ao oeste: Lagoa de Itaenga e Carpina
Fonte: Prefeitura Municipal

sábado, 31 de maio de 2014

Camaragibe

Camaragibe é um município brasileiro do estado de Pernambuco pertencente a Região Metropolitana do Recife. É a oitava cidade mais populosa de Pernambuco.
O Município é famoso pelo Bairro de Aldeia, que fica na sua região mais alta. Em razão disso e da grande área de Mata Atlântica que possui, se tornou inicialmente um local de casas de campo e, atualmente, de moradia fixa de muitos recifenses. 
Para chegar a Aldeia ou Camaragibe propriamente dito, basta seguir a Avenida Caxangá (PE-005), que começa no Bairro da Madalena, no Recife, até o seu final, quando chegamos à Avenida Joaquim Ribeiro e, na Praça de Maria Amazonas, escolhemos se seguimos para Aldeia, pela PE-027, ou para Camaragibe, pela Avenida Belmínio Correia.
Na realidade, vamos falar do percurso contrário ao que fizemos (São Lourenço da Mata - Recife), uma vez que essa é a primeira postagem sobre o Município e a mesma será atualizada após a nossa segunda visita à cidade.
Praça de Maria Amazonas e Casa-Grande do Engenho Camaragibe.
O primeiro atrativo de Camaragibe é a Praça de Maria Amazonas e o Casarão do Engenho que lhe pertenceu e que deu o nome à cidade.
O casarão é bonito e imponente. Impossível de não ser notado pelo que trafegam pelas avenidas próximas. Se encontra muito bem preservado e merece ser devidamente desbravado em uma próxima oportunidade. 
Igreja Matriz de São Pio X; Prefeitura Municipal; e, Ruínas da Estação Ferroviária Nova.
Talvez em razão de ser um município novo, embora carregue bastante História, os prédios públicos, bem como a Igreja Matriz possuem fachadas com arquitetura contemporânea, restando ao Casarão de Maria Amazonas e à Estação Ferroviária, o papel de fazer o link com o passado.
A Estação, que é chamada de Estação Nova, em razão de ser a segunda construída no município, para receber os trens que não mais cortavam o Recife pela região norte, mas sim pela linha centro, paralela à do metrô, se encontra praticamente em ruínas, o que não lhe tira a beleza de uma grande estação.
Ao que tudo indica, o prédio será recuperado pelo IPHAN, juntamente com a Prefeitura Municipal, o que é justo e necessário, tanto pela preservação da História, como pelo uso a que será destinado em benefício de todos.
Fica relativamente próxima à Estação do Metrô, mas não é recomendável ir só ao local. Fomos informados que alguns marginais têm se escondido na estação.  
Brasão e Bandeira de Camaragibe
História
A área onde hoje está localizado o município de Camaragibe era povoada por minorias indígenas, até a chegada dos portugueses com Duarte Coelho Pereira, em meados do século XVI.
As terras eram utilizadas para a exploração do pau-brasil e, posteriormente, a produção da cana-de-açúcar.
O município surgiu com os antigos engenhos, como o Camaragibe, fundado em 1549 e considerado um dos mais prósperos da região até a invasão holandesa em 1645. O engenho foi incendiado pelas tribos indígenas que viviam no local.
Entre 1891 e 1895 foi implantada uma fábrica de tecidos pelo engenheiro Carlos Alberto de Menezes, e o engenheiro francês Pierre Collier o que modificou a feição do local. Em 20 de dezembro de 1963 a Lei Estadual nº 4.988 elevou o distrito à categoria de município, o qual foi extinto em 6 de julho de 1964, por acórdão do Tribunal de Justiça (mandado de segurança nº 59.906), sendo seu território reanexado ao do município de São Lourenço da Mata. Sendo novamente elevado a categoria de município só em 13 de maio de 1982, desmembrando-se de São Lourenço da Mata, segundo a Lei nº 8.951, publicada no Diário Oficial do Estado de Pernambuco daquela data.
Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Buíque - Vale do Catimbau

Buíque fica a 281 km do Recife. Para chegar lá basta seguir a BR-232 no sentido litoral-sertão e, em Arcoverde, acessar a PE-270, sentido sul. O município é formado pelos distritos sede, Carneiro, Catimbau e Guanumbi e pelos povoados de Tanque e Aldeia Indígena Kapinawa.
Depois de quase 4 horas de viagem, chegamos à Pousada Santos, onde deixamos as mochilas e partimos para dar uma caminhada pela cidade.
Posto e Pousada; Chegada à Buíque; Estação Rodoviária; Biblioteca Pública; Praça; e, Letreiro da Antiga TELPE.
A cidade é relativamente pequena. Seguindo a pé a partir da Pousada Santos, pela Avenida Doutor Aurora Laerte Cavalcanti, Passamos pela Estação Rodoviária, pela Biblioteca Municipal que homenageia o escritor Graciliano Ramos, pela pracinha da rodoviária que possui um busto sem identificação, passamos por um antigo posto telefônico que mantém o letreiro da antiga TELPE (Telecomunicações de Pernambuco) em ótimo estado de conservação e logo chegamos ao centro.
Igreja Matriz de São Felix; Praça Major Franca; Casa Paroquial e Mercado Público; Flores; Centro da Cidade; e, Museu.
Para nossa sorte a Igreja Matriz estava aberta, o que nos permitiu fotografá-la por dentro. Era um dia bem movimentado, pois havia um batizado na Igreja e também era o dia de feira.
Um bonito relógio enfeita a praça da Igreja Matriz e nos arredores se encontram lojas, bancos, o Museu da Cidade (fechado, infelizmente!), e o Mercado Público.
Após algumas fotos, voltamos e almoçamos no ótimo Restaurante Self-Service do Posto BR que fica junto à Pousada. Aproveitamos para descansar um pouco antes de ir ao povoado de Catimbau procurar um guia para fazer as trilhas no Parque Nacional.

Estrada para o Catimbau; Paredão; Pedra do Cachorro; Vila do Catimbau; Paredão; Vegetação.
Descansados, partimos para o Catimbau. Alguns minutos numa boa estrada de terra até o povoado. Chegando lá, procuramos a Associação dos Guias de Turismo do Vale do Catimbau, registramos algumas imagens da vila. E escolhemos as trilhas pra fazer no vale. São várias e a disponibilidade pode variar, dependendo do tempo, pois algumas necessitam ser feiras cedo, para aproveitar o dia claro.
Formigão; Pedra em formato de mão aberta; Vista da Pedra do Cachorro e parte do Vale; Barriguda; e, Pinturas Rupestres.
Escolhido o roteiro, partimos com nosso Guia Edson para a primeira trilha escolhida, chamada "Casa de Farinha".
A trilha tem esse nome em razão de que as pinturas rupestres se encontram em um local onde foi construído em época recente, uma casa de farinha, espécie de forno a lenha onde se joga a mandioca ralada por cima da pedra e esta resseca, virando a farinha que conhecemos.
O trágico disso é que a fuligem do forno cobriu parte das pinturas rupestres da pedra. Aparentemente de forma permanente, infelizmente.
Trilha do Pôr-do-Sol.
O caminho da trilha do pôr-do-sol é muito bonito. Passamos por uma grande pedra formada de milhares de gomos que está a cerca de 70 metros de altitude e que um dia foi o fundo de um grande lago.
Há vários picos de pedra no caminho. Alguns parecem pequenas pirâmides. O vento é bem forte durante o trajeto.
No final dessa trilha, observamos uma bela formação de arenito, moldada pela água e pelo vento, com algumas "chapas" de ferro que ficam suspensas com a erosão do arenito. O sol refletido no arenito fica num belo tom alaranjado e é uma das imagens mais belas do vale.
O pôr-do-sol propriamente dito é indescritível!
Voltamos para Buíque à noite e jantamos na simpática Pizzaria e Lanchonete São José.
Associação dos Guias do Catimbau; Vista do Vale a partir da vila; Pedra do Cavalo Marinho; Fruto seco e fruto maduro do Ouricuri; Polpa do Fruto da Amargosa.
No dia seguinte, iniciamos com a Trilha dos homens sem cabeça. De carro partimos com nosso guia para a região da chapada, no caminho fotografamos a Pedra em formato de Cavalo Marinho e, logo ao iniciar a primeira trilha do dia, cara aprendemos um pouco sobre o que a natureza oferece para a sobrevivência na região.
Nosso guia Edson nos mostrou as multifuncionalidades do fruto do Ouricuri, uma palmeira nativa da região. O pequeno coquinho, quando cai no chão, é roído pelos pequenos insetos, que o deixam oco e o furo que serve de entrada, torna o que restou do fruto um apito. Basta escolher no chão o que assobiar mais alto para usar, caso se perder na mata.
O coquinho também é comestível. Embora pequeno, seu miolo tem um sabor muito semelhante à "carne" do côco que conhecemos. Dá pra enganar a fome um pouco.
Outra frutinha interessante é a Amargosa. Só a título de comparação, seria parecida com a Pitomba: tem casca um pouco mais fácil de se abrir, a polpa é um pouco suculenta mas é superficial e também possui uma semente grande no interior. O sabor é uma mistura de doce e amargo.
Painel dos Homens sem-cabeça; Flor da Palma Brasileira; Teia nas plantinhas; Lagartixa; Chapadão; e, Frutinhas.
Ainda no caminho, provamos a "carne" do Faxeiro, o cacto mais conhecido. Basta imaginar o sertão que se pensa no Faxeiro. A "carne" não tem gosto de nada, é bem suculenta e com muito líquido. Ao mesmo tempo que alivia a sede, alivia a fome.
O painel dos Homens Sem-Cabeça é uma representação de uma batalha, provavelmente entre tribos rivais, onde uma delas arrancava a cabeça dos vencidos. Fica numa parte alta de uma pedra. o que nos fez imaginar que o terreno devia ser bem diferente na época da pintura.
O Chapadão
A segunda trilha do dia é uma continuação da primeira, e, nesta chegamos à vista mais famosa do Vale do Catimbau. A vista é deslumbrante. A chapada é imponente diante do vale que fica entre os paredões.
Voltamos por um atalho para o carro, de onde seguimos para a próxima aventura.
Trilha de Igrejinha
Seguimos de carro até próximo à formação rochosa de Igrejinha. O nome foi colocado em razão de uma mancha escura na rocha que parece uma imagem de Nossa Senhora.
Outro detalhe do local é essa abertura na pedra, na foto do meio, acima, que parece um portal ou o local feminino preparado para o nascimento.
Nas imagens acima, precisamente na maior da parte de baixo, dá pra se ver grande parte do Parque Nacional até se perder de vista. Muitas das áreas não são permitidas para visitantes, só para estudos.

Atelier do Artesão José Bezerra
Na volta para a Vila do Catimbau, paramos no que pudemos chamar de "atelier" de José Bezerra, que nos apresentou suas obras, todas feitas com madeira encontrada na caatinga.
Ele é muito simpático e não pára de falar sobre cada uma das suas criações. Muitas delas serão encaminhadas para o "Cais do Sertão", no Bairro do Recife, na capital pernambucana.
Tivemos a oportunidade, ainda, de ver uma apresentação musical dele, que cantou uma composição sua, tocando um instrumento também seu, ciado a partir de madeira, arame e duas chaleiras. É parada obrigatória.
Prefeitura; Pizzaria; Capela; Casario; Portal de Buíque.
Depois de se despedir do nosso guia no Catimbau, voltamos a Buíque para almoçar, descansar e voltar pra Recife. Antes, porém, mais uma voltinha pela cidade pra fotografar mais cartões postais.
Histórico:
"O município de Buíque começou a ser povoado em 1752, quando ficou conhecido como Campos de Buíque. O nome do local tem origem na linguagem Tupi e significa "Lugar de Cobras". Os naturais de Buíque têm outra versão para a origem do nome - os índios que habitavam essa região utilizavam uma trombeta cujo som produzido se assemelhava ao nome da cidade. Buíque foi elevado à categoria de vila em 1854, com a denominação de Vila Nova do Buíque, desmembrado de Garanhuns. Em 19 de Dezembro de 1874, Buíque, foi elevada à categoria de sítio em 1899."
Fonte: Wikipédia