domingo, 30 de abril de 2017

Barra de Guabiraba

Barra de Guabiraba fica a cerca de 117 km do Recife. A única rodovia que dá acesso à cidade é a PE-085 que liga a PE-103 à BR-101. A qualidade da pista é boa, mas requer cuidados em abril de 2017.
A vista na rodovia é bem atrativa, bem verde, embora existam poucas árvores espalhadas nas propriedades, , em razão de ser a primeira cidade do Agreste, no limite com a Zona da Mata de Pernambuco.
PE-085 e Fazenda Burarema
Quem segue pela PE-085 a partir da PE-103, pode observar à direita a bela sede da Fazenda Burarema, que deve ser, merecidamente, um dos cartões postais do município.
No entanto, as belezas de Barra de Guabiraba, ao que nos pareceu, ficam somente na Zona Rural do Município. 
Entrada da cidade; Biblioteca, Câmara Municipal e Rio Serinhaém.
Em uma das entradas da cidade, nos deparamos com um simples, mas simpático "Portal", com os dizeres: "Barra de Guabiraba, terra das águas".
Outro pequeno mural, com o nome da cidade e uma imagem da Fazenda Burarema, também chama atenção.
Seguimos em direção ao centro, passando por uma rua com casas descaracterizadas e uma Biblioteca. Não fotografamos a casa mais bela da cidade, que fica junto à praça da Igreja, pois havia muito material de construção na frente.
Aparentemente não há muito comércio na cidade, pelo menos que chamasse atenção. Após fotografar a Igreja e a Praça, passamos pela ponte sobre o Rio Serinhaém (totalmente coberto por baronesas) e seguimos em direção à Câmara Municipal.
Igreja de São João Batista / São Sebastião; Ponte; Rua Enéas Teixeira; Praça da Matriz.
A Igreja é o monumento mais bonito da cidade, e ao que parece o único. A pracinha também é interessante, mas os imóveis do entorno sem encontram quase que totalmente descaracterizados e pouco devem lembrar o início da povoação do centro, resultado de anos e anos de administrações que nada promoveram pela preservação da História do Município.

Histórico de Barra de Guabiraba

Bandeira e Brasão

"As terras onde se localiza hoje o município pertenciam ao sítio Guabiraba. O nucleamento do povoado ocorreu após a construção da capela de São João pelo proprietário do sítio, Manuel Laurentino dos Santos, em 1905. A fertilidade do solo, propício á cultura da cana-de-açúcar concorreu para o povoamento, que logo passou a contar com uma feira. Inicialmente o local foi denominado São João da Barra. O distrito de de Barra de São João foi criado pela lei municipal nº 59, de 25 de Junho de 1915. Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 9 de Dezembro de 1938, o distrito de Barra de São João passou a denominar-se Itapecó. Passou a denominar-se Guabiraba pelo decreto-lei estadual nº 952, de 31 de Dezembro de 1943. Pertencia ao município de Bonito. Foi elevado à categoria de município com a denominação Barra de Guabiraba, pela lei estadual nº 3340, de 31 de Dezembro de 1958.


O topônimo atual deve-se às viagens do historiador Mário Melo, que deparando-se com uma frondosa guabiraba na confluência dos rios Sirinhaém e Bonito Grande, passou a denominar o local de Barra de Guabiraba."

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 26 de julho de 2016

Machados


Machados fica entre São Vicente Férrer e Bom Jardim. Fica próximo à PE-089, sendo possível chegar lá saindo do Recife pela BR-232; BR-408; ou mesmo pela BR-101.
Possui, como São Vicente Férrer, centenas de Hectares de plantações de Banana, principal produto do município.

Entrada da cidade e Capela.

No início da zona urbana do município nos deparamos com um Cristo Redentor, que dá boas-vindas aos moradores e visitantes.
A cidade tem praticamente uma só avenida, que corta a mesma de um lado a outro, passando pelas principais construções de Machados, como a capela.

Praça e Igreja de São Sebastião e Mercado Público.
A parte mais bonita da cidade é o conjunto da Praça com a Igreja de São Sebastião, padroeiro local. Junto da praça ficam alguns imóveis interessantes e o Mercado Público.
Antiga placa da Cliper; Prefeitura; Praça da Bíblia e seus imóveis.
Curioso foi encontrar uma placa do antigo refrigerante Cliper, muito famoso durante parte do século XX.
A Prefeitura fica em um imóvel simples, sem nada excepcional. Já a praça da bíblia vale uma foto. Pena que a maior parte da cidade não está tão conservada como os imóveis dessa pracinha.

Histórico:

"Machados está situado em terras do antigo Engenho Bom Destino, que pertencia ao município de Bom Jardim. Pela proximidade ao Engenho Machado (propriedade de uma família de mesmo nome), o município recebeu o nome Machados. O marco zero, localiza-se onde atualmente está edificada a Igreja Evangélica Congregacional. A primeira casa, construída por Manoel João Rodrigues do Nascimento, no ano de 1890 e, lhe serviu de residência e ponto comercial. Tal fato, despertou a atenção de outras pessoas, que começaram a construir novas casas, iniciando, assim, a Vila Machados. A partir de sua fundação o povoado cresce e é elevado a categoria de vila. Em 10 de outubro de 1917 realiza-se a primeira feira livre, que resistindo às pressões de alguns políticos da região, foi se firmando e atraindo a atenção dos comerciantes das comunidades vizinhas, que aqui instalavam suas barracas a fim de comercializarem seus produtos.
  • Lei Estadual 4994, de 20 de dezembro de 1963, Art. 1º:Fica criado o município de Machados, desmembrado do município de Bom Jardim, cuja sede será a do atual distrito de mesmo nome, que será elevado à categoria de cidade.
  • Decreto-lei Estadual nº 61, de 5 de agosto de 1969, Art. 7º:Ficam transformados em termos, das comarcas a que pertencem, os seguintes distritos: ... 25 - Machados."
Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 21 de julho de 2016

São Vicente Férrer

São Vicente Férrer é uma agradável cidade da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Para chegar lá, são vãrios os caminhos a partir do Recife, como por exemplo: BR 101 e PE 089; BR 232 e PE 089 ou BR 408 e PE 074. Em janeiro de 2016 essas rodovias apresentavam bom estado de conservação.
Vista da cidade; imóveis antigos.
A vista da cidade quando estamos chegando já chama atenção. A cidade vai surgindo com um grande morro por trás, cheio de verde. Observamos muitos imóveis bem conservados na região que parece ser mais antiga.
As fachadas bem pintadas e coloridas, com arquitetura eclética do final do século XIX e início do século XX chamam atenção e agradam aos olhos dos visitantes.
A bela Igreja Matriz de São Vicente Férrer fica no topo de uma ladeira o que lhe dá mais charme e imponência.
Casarões de São Vicente Férrer


Ao passar por Macaparana havíamos notado uma diferença nas margens da estrada e nos morros da Zona da Mata naquela região. Sempre imaginamos a Zona da Mata de Pernambuco com os imensos canaviais, no entanto, a região de Macaparana, São Vicente Férrer e Machados tem a predominância da banana como principal cultura. Os bananais sobem e descem os morros, tomando toda a paisagem. Não é difícil ver cachos de bananas (em ótimo estado!) caídos pela estrada.
Em razão disso, São Vicente Férrer promove todos os anos, no final de novembro, a "Festa da Banana", que é o grande evento local e conta com uma peculiar corrida "de costas".


Mercado Público; Igreja; Pátio da Festa da Feira; e, Plantação de Banana à beira da PE-089.
O município é formado pelos distritos sede, Siriji e por povoados como a Chã do Esquecido e também alguns sítios como chã de Rosa chã do Aleixo, Sipo Branco e Oito porcos.
O distrito fica ás margens da PE-089. Logo no trevo de acesso, há uma imagem de São José do Siriji, padroeiro local.
No centro, encontramos uma pequena Igreja em frente a uma praça onde se realizava a feira livre naquela data.
Pesquisando, descobrimos que o nome "Siriji" tem como significado "água corrente", o que deve remeter ao rio que corta o distrito.
Igreja de São José e Rio Siriji
Nossa meta era chegar até a Capela de Santa Ana, uma charmosa edificação que fica a pouco mais de 1 km do povoado de Siriji, à beira de uma estradinha de terra. O acesso é muito fácil e vale a pena fotografar ou apenas contemplar a capelinha.
O Engenho fica a cerca de 500 metros da capela, que tem sua frente voltada para a sede. O rio Siriji passa bem ao lado, como um pequeno riacho.
Capela de Santa Ana; Rio Siriji, Sedes de Engenhos.
Histórico:

"O povoamento da região surgiu a partir da feira livre instalada à sombra de uma frondosa árvore por Jerônimo de Albuquerque Melo, João da Silva Pessoa e José Joaquim do Espírito Santo. Posteriormente foi construída uma capela em homenagem a São Vicente Férrer. 
  • Lei Provincial 527 de 4 de fevereiro de 1862 cria a freguesia de Cruangy na Comarca de Nazaré.
  • Lei Provincial 581 de 30 de abril de 1854 muda a denominação da freguesia de Cruangy para São Vicente.
  • Lei Estadual 991 de 1 de julho de 1909 eleva o distrito de São Vicente à categoria de vila.
  • Lei 1931 de 11 de setembro de 1928 cria o município de São Vicente, constituído pelo distrito de São Vicente, o distrito de Macapá, desmembrado do município de Timbaúba, e parte do distrito de São José do Siriji, desmembrado do município de Bom Jardim.
  • Decreto Estadual 57 de 21 de abril de 1931 transfere para Macapá a sede e a denominação do município.
  • Decreto-lei Estadual 235 de 9 de dezembro de 1938 muda a denominação de São Vicente para Manoel Borba.
  • Decreto-lei Estadual 952 de 31 de dezembro de 1943 muda e dominação do município para Macaparana.
  • Lei Estadual 1818 de 29 de dezembro de 1953 recria o município, agora com a denominação de São Vicente Férrer, com o território dos distritos de Manoel Borba e Siriji."
Fonte: Wikipédia

domingo, 12 de junho de 2016

Macaparana e Pirauá

Macaparana fica em uma bela região da Zona da Mata Norte de Pernambuco. O acesso é tranquilo e pode ser feito a partir das BRs 101 ou 232 e 408. Nós partimos de Olinda, então preferimos seguir até Goiana pela BR-101 e de lá seguir pelas rodovias estaduais PE-075 e PE-089, com direito a parada em Timbaúba para um café da manhã.
Rodovia PE-089
Dependendo do caminho que se tome, a distância varia de 120 a 140 km, o que não quer dizer que as maiores distâncias levem mais tempo de viagem. A viagem pode durar entre 2 h 10 min a 2 h 40 min.
A BR 101 norte é muito bem conservada e sinalizada após o viaduto do acesso a Itapissuma / Itamaracá e Goiana. Entre Goiana e Timbaúba a PE - 075 requer bastante atenção, pois está repleta de buracos. Já a PE-089, entre Timbaúba e Macaparana está bem conservada e sinalizada, mas requer atenção.
Mercado Público; Cine Mascarenhas; Câmara Municipal; e, Busto Dr. Silvio Maris
Macaparana nasceu e cresceu sobre morros e as ladeiras são constantes nos passeios pelas suas ruas. Muitas dessas ruas já não têm mais imóveis com fachadas em estilo eclético, do início do Séc. XX, o que tira a beleza da cidade, sobretudo do centro comercial.
Igreja Matriz de N. Sra. do Amparo
A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, restaurada em 2011 e o seu entorno são bem conservados. Em frente à Igreja há uma pracinha com um charmoso coreto e uma imagem de Nossa Senhora. Quem dera o restante da cidade fosse assim. 
Museu Moura Cavalcanti; Casario
O único Museu que encontramos foi o Moura Cavalcanti, localizado próximo à Igreja de N. Sra. do Amparo, em um imóvel onde até os anos 30 era a sede da Prefeitura. Francisco de Moura Cavalcanti, foi Prefeito de Macaparana, Governador do Amapá e Governador de Pernambuco. Infelizmente estava fechado no dia em que estivemos na cidade.
Os poucos imóveis que remetem à bela época dessa cidade, merecem ser fotografados. Como em tantos outros municípios, o antigo padrão arquitetônico que dava mais charme às cidades tem sido pouco preservado.
PE-091; Igreja do Monte Alegre; Distrito de Pirauá; Casa de Oração
De Macaparana, partimos para o nosso destino que era o distrito de Pirauá pela rodovia estadual que se encontra em estado razoável de conservação. A rodovia, que tem cerca de 18 km, possui muitas curvas, alguns buracos em certos trechos e requer muito cuidado.
Além da linda vista que a região proporciona, encontramos essa charmosa Igreja pelo caminho, em um monte junto da estrada. Não é à toa que é denominada de Igreja do Monte Alegre, vale a pena parar para uma foto!. 
Pirauá; Igreja de N. Sra. da Conceição;  Casario
Pirauá é um Distrito de Macaparana-PE e também de Natuba-PB. A curiosidade do povoado é que a divisa entre os estados fica exatamente no meio da rua principal.
O logar é bem pacato. Dá até para ouvir gente falando à distância O silêncio do povoado só é quebrado pelo som das motos, que substituíram os cavalos e jumentos como montaria e, vez por outra passam por lá.
Pedra do Bico e Pedra de Santo Antônio
Nosso objetivo principal era chegar à Pedra do Bico, principal atrativo natural da Serra do Pirauá. Então, logo que chegamos à Pousada, perguntamos como chegar lá e o recepcionista Júnior se ofereceu para nos levar no final da tarde.
Após almoçar no Restaurante Serra do Pirauá e descansar, partimos para a Pedra do Bico, um conjunto de gigantescas pedras de granito das mais belas e variadas formas. O local está a cerca de 770 metros do nível do mar. O caminho se dá por 8 km de estrada de terra e qualquer carro pode chegar no local. 
Pedra do Bico e Pedra de Santo Antônio
Embora seja relativamente fácil de se chegar, é interessante ir com alguém que conhece, para mostrar as pedras principais. Nosso guia nos levou para ver também a Pedra de Santo Antônio.

No local tem uma pequena capelinha com um anexo onde se encontram a imagem do Santo e objetos referentes a pagamentos de promessas. Infelizmente, muita coisa se encontra degradada pelos visitantes.
O destaque fica por conta de uma passagem subterrânea sob a Pedra de santo Antônio, onde se acredita que as moças que passam três vezes por baixo desta, se casam no mesmo ano.
Muitos romeiros visitam o Horto de Santo Antônio durante o ano, sobretudo em época de festividades.

Serra do Pirauá; Pedra do Bico; Pedra de Santo Antônio; Construções à beira da estrada.

No ponto mais alto das rochas, dá para ver o distrito de Pirauá com suas turbinas eólicas, a Barragem de Acauã e o Rio Paraíba, além de algumas cidades e povoados da Paraíba. A beleza da Zona da Mata e Agreste vista da Pedra do Bico vale horas e horas de contemplação.
Na estrada de terra ainda passamos por uma capelinha, próximo ao local onde deixamos o carro e um antigo restaurante desativado no meio da estrada. 
Uma observação deste que aqui escreve: Adoro encontrar essas construções isoladas nessas estradinhas de terra. Por alguma razão me encantam.

Pousada Pirauá
A Pousada Pirauá é o único Edifício do local, o que permite uma bela vista da região de todos os quartos. Embora contraste com o bucólico povoado, oferece uma ótima estrutura para quem quer conhecer a região ou apenas descansar. Quartos confortáveis, café da manhã regional delicioso e um ótimo atendimento. O Desbravando Pernambuco recomenda!

História:

  O primeiro registro que se tem da formação de Macaparana data do final do século XIX (1879) quando o almocreve Manoel Panguengue construiu um rancho de taipa em terras do engenho Macapá, propriedade de fazendeiro José Francisco do Rego Cavalcanti.

  A construção passaria a servir como ponto de apoio para o comerciante realizar seus negócios e, posteriormente, tornou-se estalagem para os viajantes. Com o passar dos anos outras casas foram erguidas no local, formando o que viria a ser denominado Vila de Macapá, distrito de Timbaúba.

  A vila que deu origem à cidade de Macaparana teve suas primeiras casas construídas no local onde hoje é a Rua Nossa Senhora do Amparo, esquina com a Rua Manoel Borba, no centro. A primeira casa ficava localizada onde é hoje um sobrado comercial, isto no ano de 1879. Uma construção que preserva parte de sua arquitetura original, e que é de grande valia histórica para a cidade, é a casa onde morou por muitos anos a Sra. Anna de Moraes Andrade, vereadora por cinco vezes consecutivas e também ex- prefeita da cidade. Ajudou a escrever uma importante página na história de Macaparana, sendo posteriormente citada em vários livros, entre eles é também merecidamente homenageada como sendo uma das 100 Mulheres que mudaram a história de Pernambuco.


Fonte: Wikipédia

terça-feira, 31 de maio de 2016

São Caetano

São Caetano, também conhecido como São Caitano ou São Caetano da Raposa, fica entre Caruaru e Tacaimbó, no final do trecho duplicado da BR-232, a cerca de 157 km do Recife.
Praça, Prefeitura e Museu Histórico.

A cidade não é muito pequena e deve receber bastante influência de Caruaru, sua vizinha. Possui alguns imóveis na área central com a fachada em estilo eclético, dos final do século XIX e início do século XX.
Infelizmente o desenvolvimento do comércio é o principal destruidor das belas fachadas dos imóveis.
A Prefeitura tem estilo moderno, mas sem graça, infelizmente. Bem próximo, na mesma Rua Caetano Gomes, se encontra o Museu Histórico de São Caetano e, em frente, uma charmosa pracinha.
Segundo a Prefeitura Municipal, o Museu é o segundo maior no que se refere a História do Sertão do Brasil, reunindo em seu acervo, elementos históricos e culturais da zona da mata, agreste e sertão nordestino.
Imagem de Padre Cícero; Casarão antigo; Igreja Matriz; e, Casarão em reforma.
Dois belos casarões, sendo um em restauração, se destacam dentre outros que pudemos observar nas ruas mais antigas da cidade. A imagem de Padre Cícero reflete a influência do mesmo na religiosidade local.
A Igreja Matriz, construída em 1838, como capela de uma fazenda e a partir de onde foram construídas casas de trabalhadores, originando, tempos depois a cidade, se destaca pela sua simplicidade e ao mesmo tempo beleza imponente no centro da cidade.
Estação Ferroviária
A Estação Ferroviária de São Caetano, foi inaugurada em 1895 pela Great Western e funcionou até o início dos anos 80 do século XX, quando era administrada pela Rede Ferroviária Federal e depois pela Companhia Ferroviária do Nordeste que a abandonou. O Prédio conserva suas características originais, exceto pela pintura e pela falta da coberta da plataforma de passageiros. Os trilhos ainda existem no local.
Fundação Música e Vida; Igreja da Sagrada Família; Açougue e Mercado Público; e, Cine Theatro Granada.
Nos arredores da Estação Ferroviária encontram-se a Fundação Música e Vida de São Caetano, idealizada pelo Maestro Mozart Vieira que ficou famoso por ter sua vida contada no filme "Orquestra dos Meninos"; o Mercado e o Açougue Público; a Igreja da Sagrada Família e o Cine Theatro Granada, que estava a venda quando de nosso passeio pela cidade.
Praças Estácio Coimbra e Josué Gomes.
São Caetano tem algumas praças. Embora não sejam bem arborizadas, se encontram bem conservadas. 
Praça Tancredo Neves; Hotel São Caetano; e, Churrascaria N.Sra. de Lourdes.
Passamos, finalmente pela Praça Tancredo Neves, em reforma e saímos da cidade. Na saída ainda fizemos um lanche no Hotel e Lanchonete São Caetano, o qual recomendamos, bem como também recomendamos a Churrascaria N.Sra. de Lourdes, onde tomamos um café da manhã regional daqueles, com direito a carne de sol, queijo de coalho e ovo, além do café com leite e pão assado. Bom demais!

Histórico de São Caetano:

  "A povoação do município tem início em 1838 com a chegada do senhor José Pedro de Pontes, proveniente do município pernambucano de Bezerros. Primeiramente ele estabeleceu-se onde hoje se localiza a sede municipal. No ano seguinte, ergueu uma igreja sob a inovação do São Caetano de Thiene com bênção da imagem do padroeiro feita por um vigário do município de Altinho.
  Posteriormente, desenvolveu-se um povoado ao redor do templo, de modo que, em 1844, o povoado foi elevado à categoria de freguesia, denominada Freguesia de São Caetano, e criado o distrito homônimo, pertencente ao município de Bezerros. Mais tarde, a sede da freguesia foi transferida para o povoado de Caruaru, elevada à Matriz, retornando a sua situação anterior em 1859. A localidade tornou-se vila em 1909. Dois anos depois, o distrito de São Caetano passou a integrar parte do território do município de Caruaru."

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 18 de março de 2016

Tacaimbó

Tacaimbó é um município da região agreste de Pernambuco. Fica entre São Caitano e Sanharó e o principal acesso se dá através das rodovias BR-232 e PE-144.
A cidade fica distante do Recife cerca de 170km e é conhecida como Terra do Maxixe.
Estátua do agricultor com o maxixe,
No trevo de entrada da cidade fica uma escultura com um trabalhador segurando o maxixe.
Para quem não conhece, o maxixe é uma tradicional hortaliça na região Nordeste, e, embora não seja natural do Brasil mas sim da África, se deu muito bem em nossa região.
É da mesma família da abóbora, do pepino e da melancia. Os frutos têm forma oval e casca espinhosa, são ricos em sais minerais, têm poucas calorias e um gosto meio amargo, que lembra o chuchu. O maxixe é bastante utilizado em pratos típicos nordestinos, como a maxixada. 
Estação Ferroviária
A cidade é bem pequena, mas a Estação Ferroviária, que atualmente funciona como escola e está relativamente bem conservada, é maior que a de outras cidades próximas e fica próxima ao centro.
A estação Estação Ferroviária de Tacaimbó foi inaugurada em 1896 no então povoado de Curralinho, com o nome de Antonio Olinto. A se julgar pelas datas de inauguração da linha, e também pelo tamanho da estação, esta ficou sendo o terminal por dez anos, até que fossem abertas em 1906 as três estações seguintes (Belo Jardim, Sanharó e Pesqueira). Mais tarde, por volta de 1945, o seu nome, bem como o nome da cidade foi alterado para Tacaimbó.
Casas do centro. Câmara Municipal e Prefeitura.
Nessa nossa primeira visita à cidade, não nos aprofundamos, uma vez que não havíamos planejado conhecer Tacaimbó, mas observamos algumas construções do início do século XX nas ruas centrais. Também tivemos a impressão de ser um lugar bem pacato e com pouco movimento em dias comuns.
Igreja Matriz de Santo Antônio
A praça da Igreja Matriz é o local onde ocorrem os grandes eventos em Tacaimbó.

Histórico de Tacaimbó:

  "A povoação de Tacaimbó teve início com a vinda do Senhor Luiz Alves Maciel, natural de Água Preta, que se instalou em uma fazenda. Mais tarde com a criação de gado, onde havia vários currais, passou o lugarejo a denominar-se de CURRALINHO.
  Pouco tempo depois, o Senhor Luiz Alves Maciel construiu uma casa no local onde hoje é a Avenida Luiz Alves Maciel, também conhecida como Rua Velha, construindo-se, em seguida, várias casas comerciais, começando então, a se desenvolver o povoado.
  Alguns anos depois, foi construída a estrada de ferro da antiga Great-Western (hoje Rede Ferroviária S/A),cuja inauguração se verificou em, 25 de dezembro de 1896, tendo o povoado recebido o nome de Antônio Olinto, em homenagem ao engenheiro mineiro, que construiu a estação.
  A população passou então, a se concentrar mais à margem esquerda do Rio Ipojuca, onde se localiza a estrada de ferro.
  Com crescimento da população, sentiu-se a necessidade da construção de um templo católico, pois a missa era celebrada em uma palhoça. Tendo sido doado o patrimônio a Santo Antônio, pela Senhora Ana Freire da Cruz, foi erguida uma capela, em 1906, subordinada à Paróquia de Belo Jardim, também ao lado esquerdo do mencionado rio, onde é hoje, a sede do município.
Posteriormente, a capela passou a pertencer à Paróquia de São Caetano.
  No ano de 1950, o senhor João Clemente da Silva, sentindo a necessidade de um templo maior para a população, que já era então vultosa e através de um gesto generoso, reconstruiu e ampliou a capela, onde hoje é a Igreja Matriz, consagrada a Santo Antônio. Assim, o primeiro nome deste município foi Antônio Olinto, passando depois, para TACAIMBÓ. Esta mudança se deve ao fato já existir no Estado de Minas Gerais, outro município com este mesmo nome.
  O nome TACAIMBÓ é de origem indígena, tendo existido uma tribo com este nome, na Fazenda Itacaité, passando este nome, a vigorar no ano de 1945. A criação desta denominação deve-se ao historiador Mário Melo."
Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Sanharó

Sanharó fica ás margens da rodovia BR 232, a cerca de 200 km do Recife, numa viagem que pode durar cerca de duas horas e quarenta minutos.
Delícias de Sanharó
Além da sinalização da rodovia, fica fácil identificar Sanharó pelas dezenas de lojinhas de queijo, linguiças e doces espalhadas pelas entradas da cidade e que são parada obrigatória para quem viaja entre a capital e o agreste pernambucano.
Entre as guloseimas mais que deliciosas, destacam-se os queijos manteiga e provolone, bolo bacia, bolo de mandioca, manteiga de garrafa, doces de jaca, mamão, côco, rapadura, mel de abelha e mel de engenho. Tudo isso vale cada centavo!
Entradas de Sanharó
Nas pracinhas que ficam nas entradas da cidade estão os símbolos do município, a ordenha da vaca (retirada do leite), a abelha, de onde vem o nome do Município e a imagem de Nossa Senhora com o menino Jesus, representando a devoção do povo de Sanharó.
Estação Ferroviária de Sanharó
A Estação Ferroviária, muito bem conservada, é uma grata surpresa ao visitante. Uma pontezinha une as plataformas das estações de carga e de passageiros. Também há um belo painel que remete aos tempos da Great Western (Companhia Inglesa que administrava as linhas férreas de Pernambuco).
Logo após a estação, há um pequeno pontilhão de ferro sobre um córrego que passa pela cidade.
Centro da cidade; Igreja do Sagrado Coração de Jesus; Antigo Cinema; e Prefeitura Municipal.
 No centro da cidade, a Igreja Matriz se destaca no final de uma das avenidas principais, rodeada de alguns casarões com arquitetura eclética do século XX. Em outra avenida, o canteiro central, com alguns jardins, é ponto de descanso para os moradores. Logo após a Prefeitura encontramos uma edificação que em outra época teria sido o cinema da cidade.

Histórico:


As terras onde hoje se localizam o município pertenciam à sesmaria de Ororubá, doada a José Vieira de Melo. No início do século XVIII, foi fundada a povoação de Sanharó por José Francisco Leite, no entorno da qual prosperavam fazendas de gado.
O distrito foi criado pela lei municipal nº 18, de 12 de novembro de 1912, subordinado ao município de Pesqueira. Foi elevado à categoria de município com a denominação de Sanharó, pela lei estadual nº 375, de 24 de dezembro de 1948, desmembrado de Pesqueira e instalado em 2 de janeiro de 1949.

O nome Sanharó veio de uma espécie de abelha negra existente neste local, denominada sanharó, que em vocábulo indígena significa zangado ou excitado.
Fonte: Wikipédia