quarta-feira, 1 de julho de 2020

Toritama

Toritama, fica localizada no Agreste de Pernambuco e é conhecida como a Capital do Jeans. Fica distante cerca de 167 km do Recife, 38 km de Caruaru e 21 km de Sta Cruz do Capibaribe. O principal acesso se dá pela BR-104.
Rua do Jeans, Hotel, Pátio das Feiras
O grande atrativo turístico e comercial da cidade é o espaço denominado "Parque das Feiras", inaugurado no final de 2001 e onde se encontram mais de 1500 boxes, que comercializam roupas, além de contar com espaços com restaurantes e lanchonetes.
Localizado na BR-104, o complexo conta com cerca de nove hectares, e praticamente, concentra o comércio de roupas da cidade. Possui um grande estacionamento, onde cabem por volta de 2000 veículos. 
Todos os anos, entre os meses de Abril e Maio, é realizado o Festival do Jeans de Toritama, uma iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Toritama (Acit), com o apoio da Prefeitura Municipal e patrocínio da cearense Santana Textiles.
Prefeitura Municipal
 A moderna sede da prefeitura, reflete a importância comercial da cidade, que produz cerca de 15%
15% das confecções feitas com jeans produzido no Brasil.

Símbolos: 

A Bandeira de Toritama possui duas cores dispostas de forma diagonal. Ainda não temos informações sobre a representação das cores Amarelo e Branco, que representa.
No centro da Bandeira se encontra o Brasão, com as representações do Cruzeiro e da Ponte sobre o Rio Capibaribe.







História:

"O território municipal era integrante do município de Vertentes, desenvolvendo-se o povoamento a partir de uma fazenda de criação de gado, denominada TORRES, de propriedade de João Barbosa, que em meados do século XIX doou a Nossa Senhora da Conceição uma parte de terras, na margem esquerda do rio Capibaribe, onde foi construída uma capela, origem da cidade.A primeira casa foi edificada na imediações da capela por José Cabral e, em 1868, o lugarejo já contava com 20 casas de taipa. A construção de uma ponte sobre o rio Capibaribe, em 1923, possibilitou a intensificação do comércio com a vizinha cidade de Caruaru e a dinamização da economia local, apoiada nos produtos agropecuários.
O topônimo TORRES, que era o da fazenda, vem de uma serra situada a um quilômetro da cidade, no topo da qual foi erguido um CRUZEIRO.
O distrito de Torres foi criado em 1925, mas por força do decreto-lei estadual nº 235, de 9 de dezembro de 1938, passou a pertencer ao município de Taquaritinga do Norte. Em 31 de dezembro de 1943, o nome do distrito foi elevado à condição de município, desmembrado do município de Taquaritinga do Norte, ocorrendo a sua instalação em 23 de maio de 1954, assumindo como Prefeito nomeado o Senhor JOSÉ MANOEL DA SILVA, que passou o cargo ao Prefeito eleito, JOÃO MANOEL DA SILVA.
Os naturais do município são conhecido como “Toritamenses”."
Fonte: Prefeitura Municipal

domingo, 14 de junho de 2020

Jupi

Jupi é um Município do Agreste pernambucano. Localiza-se à margem da BR-423, entre Lajedo e Garanhuns. Fica distante 208 km do Recife e 24 km de Garanhuns.
Portal da Cidade, na Av, José Correia Lima; Largo Frei Damião e Cruzeiro; e, Praça Paulo Filho.
O comércio é relativamente movimentado. A impressão que tivemos é de que é uma cidade bem cuidada, limpa, embora possua diversos imóveis descaracterizados no centro, o que mostra que é mais uma cidade sem preocupação de preservação da História.

Praça de N. Sra do Rosário
A Praça de Nossa Senhora do Rosário é uma atração à parte na cidade. Construída em níveis, por conta do relevo, é bem espaçosa, agradável, arborizada e conta com lojinhas e obras de arte voltadas
Igreja de N. Sra. do Rosário; Rua; Câmara Municipal; Academia da Cidade.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário tem uma bela arquitetura. É a construção mais imponente do centro da cidade. Fica junto à praça de mesmo nome.
As ruas da cidade são movimentadas. Nos parece uma cidade tranquila para morar. A Câmara Municipal ocupa um imóvel antigo e fica próxima à Academia da Cidade.


Símbolos Municipais:

A bela bandeira do Município possui duas faixas azuis nas laterais, em alusão ao céu majestoso que cobre o lugar e o Brasão do Município posicionado ao meio da faixa branca central.
No Brasão, estão representados o Português, o Índio nativo desse Rincão, o Rio da Chata, que corta a região, a Terra altamente cultivável e os frutos que são produzidos nesta.

História de Jupi:


Nos meados do século XVI, fora o português Antônio Vieira de Melo, desterrado de Portugal para o Brasil por ordem da Coroa. Ao desembarcar em Salvador foi deportado pelo governo da época para o interior do Estado. Penetrou pelas matas. Depois de vários meses foi ter em taba de índios no Estado de Alagoas, onde hoje está localizada a cidade de União dos Palmares. Em pouco tempo conseguiu a simpatia e confiança. Atingiu o planalto de Garanhuns na Capitania de Pernambuco, cujo donatário na época era Duarte Coelho Pereira. Dali embrenhou-se nas matas vindo ter ao sopé de uma serra onde havia abundante água boa e bastante caça, onde elementos da mesma tribo de origem fizeram uma aldeia nas proximidades de uma fonte por eles denominada "Olho D'água de Yu-py". As malocas desta aldeia foram feitas e cobertas com folhas das palmeiras nativas do local que os índios denominaram de Ouricury.

Deste ponto, Antônio Vieira de Melo, resolveu ir à Bahia, pedindo ao chefe da tribo dois índios de sua confiança para seus companheiros de viagem. Lá chegando, foi bem recebido pelo governador da Bahia relatando ao mesmo todos os acontecimentos. Em troca, solicitou o fornecimento de ferramentas e sementes para o cultivo da terra fértil do Olho D'água de Yu-py.

Logo ao retornar iniciou a exploração da terra. Ainda ao chegar da mesma viagem, autorizado pelo governador e de acordo com o chefe da tribo, enviou quatro índios aos campos de Oeiras no Piauí, de lá foram trazidas oito cabeças de gado, sendo seis fêmeas domesticadas.

Voltando à Bahia, a fim de prestar contas ao governador do que havia feito e resultados obtidos, desviou-se da rota traçada para viagem, tomando-se prisioneiro com seus companheiros de uma tribo canibal, sendo todos amarrados, estando à fogueira acesa onde seria ele e seus companheiros assados vivos. Antônio Vieira de Melo recorreu-se à Virgem Santíssima do Rosário, prometendo que se fosse salvo com seus companheiros, buscaria a sua imagem em Portugal e com os índios erigia uma capela em sua honra na localidade Olho D'Água de Yu-py, cingindo sua fronte com uma coroa de ouro maciço.

São e salvo, Antônio Vieira de Melo, cumpriu sua promessa trazendo a imagem que ficou sendo venerada em JUPI. Por Carta Régia de 1632, foi prescrita sua deportação, voltando a Portugal, trouxe para Jupi, sua família e o direito de posse as terras que cultiva, donde desmembrou o patrimônio de Nossa Senhora do Rosário, ficando dirigindo os destinos da área por muitos anos.

Seus restos mortais foram sepultados na antiga capela de Nossa Senhora do Rosário, que fora edificado no centro da praça atual de Nossa Senhora do Rosário, tendo em frente dos mesmos dois pés de palmeiras Ouricury, plantados pelos índios e ainda entre eles um alto cruzeiro de madeira trabalhada pelos índios sob um pedestal de pedras rústicas locais.

Nos princípios do presente século ainda existia em mãos o tenente Eduardo José de Melo, natural de Canhotinho e bisneto de Antônio Vieira de Melo, papéis onde estava traçado a sesmaria doada pelo rei de Portugal a Antônio Vieira de Melo. Os índios entre outros presentes, doaram a Antônio Vieira de Melo uma belíssima jarra que a anos passados esteve na posse de Da. Constância Paiva de Melo, descendente direta de Antônio Vieira de Melo.

Como povoado, pertenceu a sesmaria administrativa do município de Brejo da Madre de Deus, na categoria de distrito passou a pertencer ao município de São Bento do Una, depois para o município de Canhotinho, a seguir para o município de Palmeirina e por último para o município de Angelim.

Entre os anos de 1931 a 1936 ainda havia no centro da parte mais alta da Praça do Rosário um antigo histórico Jatobá, que servia de açougue público. Na época da guerra do Paraguai, um jovem desertor fora preso nas imediações de Bom Conselho, sendo encaminhado à Recife para julgamento. Chegou a ser amarrado no velho Jatobá, durante o descanso da tropa que o conduzia. Este jovem, depois de vários anos, chegou a ser general do exército e governador do estado de Pernambuco. Seu nome era Dantas Barreto.

Por projeto do então deputado João Calado Borba, foi apresentado à Assembléia Estadual a independência ou emancipação de Jupi do município de Angelim. Na época o projeto de emancipação necessitava da aprovação da Câmara de Vereadores de Angelim, então composta por José Freire da Silva, Otacílio Peixoto de Melo, Joaquim Venâncio de Moraes, Manoel Salgado de Vasconcelos, Enoque Elias, José Guilherme da Costa, Jocelino Cordeiro Sobral, Feliciano Paiva Melo e Hugo Salgado de Vasconcelos, sendo Prefeito Júlio Salgado de Vasconcelos.

Fonte: Prefeitura Municipal de Jupi