quarta-feira, 27 de março de 2013

Buenos Aires

A Buenos Aires pernambucana, fica a cerca de 76 km do Recife, 1h15min de viagem. Para se chegar lá, é só seguir pela BR-408, entrar na PE-059 e seguir por mais 9km.
No caminho dá para ver alguns engenhos e muito verde, além do visual de toda a região nas partes mais altas da estrada, como na primeira imagem abaixo.
Vista do Engenho Cueirinhas na PE-059; Câmara Municipal; e, Clube Municipal de Buenos Aires.
A entrada da cidade, propriamente dita nos pareceu bem tranquila. Passamos pela Câmara Municipal, pelo Clube Municipal, e pelo Maracatu Estrela Dourada. Mais à frente, pela Praça e pela Igreja.
Sede do Maracatu Estrela Dourada; Independente Futebol Clube; e, Largo da Capela de Santo Antônio.
A pintura dos prédios públicos foi padronizada, deixando a cidade com um aspecto de limpeza e organização. A imagem acima é uma das primeiras que o visitante contempla ao chegar lá.
Igreja de N. Sra. do Bom Parto; Prefeitura Municipal; Placa no Casarão Histórico; e, Praça Antonio G. de A. Pereira.

Passando da Capela de Sto Antônio, chegamos ao centro da cidade, onde ficam a Praça Antônio G. de A. Pereira, a Prefeitura e a Igreja de N. Sra. do Bom Parto.
No imóvel de nº 12, vimos essa placa informando que o mesmo foi adquirido pela prefeitura em 1929 para servir de mercado municipal.
Bem próximo, fica um imóvel com a numeração 1, o que achamos curioso pelo fato de ser tão difícil encontrar nas nossas cidades uma casa com essa numeração.

Casario; e, Praça e Capela de Sto Antonio.
Outro prédio que nos chamou atenção, foi o sobrado dos correios, que é grandioso para os padrões da nossa pequena Buenos Aires.
Vista da Capela do Engenho Crimeia; Engenho Cueirinhas.
Saindo da cidade, voltando à PE-059, vimos a Capela do Engenho Criméia, em cima de uma colina, meio escondida entre àrvores, e mais à frente, o Engenho Cueirinhas, que funciona como pousada, como indicam os chalés nos arredores.
A cidade nos pareceu bem tranquila e agradável. O fato de não estar tão próxima à BR-408, talvez favoreça isso. Quem puder, visite. É bem interessante atravessar a cidade sob os olhares curiosos dos moradores.

Sobre Buenos Aires:
"A Buenos Aires pernambucana tem sua origem no ano de 1887, quando foi fundado pelo Senhor Manoel Francisco de Sales, o “Engenho Almajarras”, onde foi construída uma pequena capela em homenagem a São Benedito.
Naquele mesmo ano, chegou à localidade o padre Manoel Gonçalves da Silva que passou a orientar os patrões e escravos sobre ensinamentos cristãos, e tornou-se o primeiro vigário desta capela.
Ao chegar naquele lugar, ficou comovido pelo agradável clima, e, como havia passado certo tempo na Argentina, comparou o clima deste local ao de lá, os bons ares, sugerindo que o engenho fosse chamando de “Buenos Aires”, o que foi aceito pelo dono".
Fonte: http://www.portalbuenos.com.br
Artesanato:
O artesanato de Buenos Aires destaca-se pelas peças feitas com papel reciclado, golas dos caboclos de lança do maracatu, dos adereços dos grupos culturais como o caboclinho e estandartes. Também encontramos bordado, bruxas de pano, cestarias e trançados, plásticos-tapetes, bolsas de tricô e tapeçaria.
Turismo Rural:
Buenos Aires possui atividades voltadas para o turismo rural. Sua paisagem é marcada por extensos canaviais, capelas e antigos engenhos com suas construções coloniais, como o Criméia, Conceição, Bandeirantes, Cavalcanti, entre outros. Ainda fazendo parte da paisagem, as serras dão ao município uma beleza ímpar e convidam você a contemplar do alto a vista de toda a cidade, chegando até a avistar municípios vizinhos.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Nazaré da Mata

Nazaré da Mata fica a cerca de 64 km do Recife, o que leva mais ou menos 1h10min de viagem pela BR-408.
Entramos na cidade seguindo a linha férrea, o que nos fez chegar logo na Estação Ferroviária da cidade, que, ao contrário da maioria das cidades por onde temos passado, fica fora do centro, propriamente dito, embora fique próxima como também acontece em Timbaúba.
Estação Ferroviária de Nazaré da Mata
A estação está abandonada. Aparentemente sem uso algum, correndo o risco de virar ruínas, logo logo. Já os trilhos estão em bom estado, e, curiosamente, a manivela do desvio estava acorrentada para evitar a mudança da linha e também estava lubrificada, o que leva a crer que ainda passem composições por lá, fato não confirmado pelos transeuntes.
Já no centro da cidade, a Catedral de Nossa Senhora da Conceição se destaca pela imponência e beleza. No entanto, estacionar próximo é difícil. Há muito movimento nos arredores.
Catedral de N. Sra da Conceição; Casas antigas.
Saindo do centro, fomos procurar outras construções de destaque na cidade. Passamos pela Igreja do Bom Jesus, Igreja de Santa Cristina, Igreja de São Sebastião, e, Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
Igreja do Bom Jesus e Igreja de São Sebastião.
 Ao longo das ruas, também observamos vários imóveis particulares em estilos de época, bem conservados.
Igreja de Santa Cristina; Igreja de N. Sra. da Conceição; Estátuas de Caboclos de Lança.
Por fim, Passamos pelo Estádio Municipal Alfredo Coutinho e pelas Estátuas em Homenagem ao Maracatu, símbolo da cidade.
Antes de chegar ao nosso próximo destino, que era Buenos Aires, ainda registramos imagens do Engenho Várzea Grande, às margens da PE-408, lado direito no sentido Aliança, que até pouco tempo era frequentado, mas, atualmente se encontra em abandono.
Engenho Várzea Grande

História de Nazaré da Mata:
"O território onde atualmente está localizada a cidade de Narazé da Mata era chamado de Lagoa D'Antas, uma sesmaria doada a Manoel Bezerra Cunha, em 18 de junho de 1581. O povoamento de Nazaré teve início no século XVIII, numa propriedade onde foi edificada a capela de Nossa Senhora da Conceição. Em homenagem à santa, a localidade passou a chamar-se de Nossa Senhora da Conceição de Nazaré.
Em 1833, desmembrando-se do município de Igaraçu, tornou-se vila, quando passou a ser sede da freguesia. Foi elevada à categoria de cidade pela Lei de nº 258, de 11 de junho de 1850. 
O primeiro prefeito foi o Padre Anísio Torres Bandeira, que tomou posse em 1892, quando os municípios passaram a ter maior autonomia administrativa com a proclamação da República.
Pelo Decreto-Lei nº 952, de 31 de dezembro de 1943, o nome da cidade foi acrescido do termo "da Mata", por se encontrar nessa zona fisiográfica.
Administrativamente, Nazaré da Mata é constituída unicamente pelo distrito sede. No município, encontra-se a arquidiocese de Nazaré da Mata, que também é sede do Bispado, abrangendo diversas cidades da região.
Anualmente, no dia 17 de maio o município comemora a sua emancipação política.

Economia 
A atividade que movimenta a economia de Nazaré da Mata é a agricultura, com destaque para a monocultura da cana-de-açúcar (foto), que emprega grande parte da mão-de-obra local. Além disso, sobressaem a avicultura, com um dos maiores abatedouros do Estado; a indústria alimentícia, com as massas e biscoitos; e as indústrias de cerâmicas e panificadoras.
A cidade tem também no turismo cultural/rural uma das principais atividades econômicas, setor em plena ascensão.
Os visitantes vão a Nazaré da Mata em busca das atrações da cultura popular, como os famosos maracatus que existem no local. A Região de Desenvolvimento da Mata Norte, na mesorregião da Mata Pernambucana, abrange cerca de 3,29% do território estadual, com 3.256,5 km² de área constituída por mais 18 municípios.

Turismo
Nazaré da Mata é a "Terra do Maracatu". (Leia sobre o maracatu) A cidade possui 19 grupos e no período carnavalesco sedia o maior encontro de maracatus rurais do Estado. Na ocasião, mais de 50 grupos de brincantes participam da apresentação para milhares de visitantes. A praça principal enche-se de cores com os caboclos de lança e baianas, que vão às ruas em sincretismo religioso, para homenagear os orixás.
Não se sabe ao certo quando o maracatu rural passou a ser uma festa carnavalesca. Sua origem encontra-se nas senzalas dos engenhos de cana-de-açúcar de Pernambuco.
Enquanto as festas aconteciam na casa-grande, os escravos também procuravam se divertir. E, com o passar do tempo, a brincadeira foi se popularizando em toda a Zona da Mata pernambucana.
É em Nazaré da Mata que está o maracatu rural mais antigo do Estado, o Cambinda Brasileira. O grupo foi fundado em 1898 e sua sede permanece no mesmo lugar, no engenho do Cumbe, onde mora a viúva do fundador, Dona Joaninha. O caboclo de lança mais antigo de Pernambuco também é do Cambinda. Zé de Rosa veste-se de tradição todo carnaval e orgulha-se do posto. Ele mesmo faz sua própria gola, costurando lantejoula por lantejoula.
Além dos maracatus, o município tem belos engenhos que podem ser visitados, com imagens deslumbrantes, onde o sol se põe em meio ao canavial. Todos eles com uma igreja em ponto mais alto, completando a paisagem. Nazaré da Mata não brilha só no Carnaval. O São João também é animado, com tudo que manda a tradição pernambucana: fogueiras, forró e comidas típicas."
Fonte: Prefeitura de Nazaré da Mata (http://www.nazaredamata.pe.gov.br/)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Tracunhaém

Tracunhaém fica a cerca de 58 km do Recife, mais ou menos uma hora de viagem. É conhecida como cidade do barro e possuiu vários ateliês e oficinas além de um Centro de Artesanato. Fica entre Carpina e Nazaré da Mata, a poucos minutos dessas duas cidades.
Estátuas de Barro na Estrada de Tracunhaém; Atelier.
É uma cidadezinha bem simpática. Logo na entrada, observamos vários objetos de barro nos dando boas vindas, e passamos pelo belo Açude Velho.
Açude Velho; Beira-Açude; Rua de Tracunhaém.
Em Tracunhaém há várias oficinas que produzem e vendem objetos de barro, e, muitas pessoas das cidades próximas e do Recife vão à cidade em busca deles.
A cidade é bem pequena, e logo chegamos à região central, onde se encontram os atrativos que podemos chamar de secundários, uma vez que o artesanato em barro está por toda parte.

Praça de N. Sra de Pietá; Igreja de Sto. Antônio; e, Imagem de N. Sra. de Pietá.
Logo visualizamos a Igreja de Santo Antônio e a Praça de Nossa Senhora de Pietá, que fica na ladeira de acesso ao cemitério municipal, o qual possui uma bela imagem (de barro, claro!) de Nossa Senhora de Pietá, segurando o Cristo. 
Voltando, passamos novamente pela Igreja de Santo Antônio, entramos à direita até o final da rua, onde encontramos outro açude e o que parece um sítio, mais à frente.
Caminho para o açude por trás da cidade; Casas Antigas; e, Fórum de Tracunhaém.
Voltamos e passamos pelo Fórum da cidade e algumas casas antigas e bem conservadas, até chegarmos à bela Praça Costa Azevedo.
Praça Costa Azevedo
Nessa Praça haviam vários objetos de barro em exposição, inclusive um belo presépio.
Igreja de N. Sra. dos Homens Pretos
A Igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos fica de frente à Praça, bem como também fica o Centro de Comercialização de Artesanato, onde compramos uma lembrancinha.
Centro de comercialização e produção artesanal de Tracunhaém.
Tracunhaém é bem interessante. Rica talvez somente em cultura, mas bem tranquila e arrumadinha.

Roteiro do Artesanato em Tracunhaém:
Roteiro interessante para o visitante em Tracunhaém. Encontrado no site do Babel das Artes.
História de Tracunhaém:
"O povoamento das terras onde se encontra situado o município de Tracunhaém, teve início na primeira metade do século XVIII, por exploradores do pau-Brasil e criadores de gado.
Apesar de ser região beneficiada com a instalação de engenhos de açúcar, o desenvolvimento foi lento, por longo período. Em seguida, surgiu o artesanato de barro, despertando vocações artística e criando outra atividade econômica para o município. Graças à criatividade de novos artistas saídos da camada popular e ainda o gosto e carinho de artesãos anônimos, em pouco tempo a esquecida Tracunhaém da zona da cana, viu florescer um vantajoso negócio que trouxe algum benefício para o desenvolvimento do município. Com o estímulo ao turismo e a proteção ao artesanato popular, ampliou-se a produção e surgiram novos empregos.
O topônimo, segundo o Dr. Theodoro Sampaio, é vocábulo de origem indígena e significa: panela de formiga.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Tracunhaém  pela lei municipal nº 5, de 30-11-1892, criado também pela lei municipal nº 145, de 09-12-1914, subordinado ao município de Nazaré.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Tracunhaém figura no município de Nazaré.
Pela lei municipal nº 445, de 21-11-1929, o distrito de Tracunhaém foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Nazaré.
Pelo decreto municipal nº 5, de 07-11-1930, é recriado o distrito de Tracunhaém.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Tracunhaém figura no município de Nazaré.
Assim permanecendo em divisões territoriais de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo decreto-lei estadual nº 952, de 31-12-1943, o município de Nazaré passou a denominar-se Nazaré da Mata.
Em divisão territorial datada de I-VII-1950, o distrito de Tracunhaém figura no município de Nazaré da Mata.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Tracunhaém, pela lei estadual nº 4950, de 20-12-1963, desmembrado de Nazaré da Mata. Sede no antigo distrito de Tracunhaém.
Constituído do distrito sede. Instalado em 02-03-1964.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Transferência distrital
Pelo decreto-lei estadual nº 952, de 31-12-1943, transfere o distrito de Tracunhaém do município de Nazaré para o de Nazaré da Mata.
Gentílico: tracunhaense"
Fonte: Biblioteca IBGE

quarta-feira, 20 de março de 2013

Carpina


Carpina fica a cerca de 53 km do Recife, o que dá mais ou menos 1 hora,  pela BR 408, e cerca de 20 km de Araçoiaba, uns 20 minutos, pela PE-041. Chegamos à cidade por esta última rodovia, de regular estado de conservação.
A BR-408 está sendo duplicada, do seu início em Jaboatão dos Guararapes, até Carpina. Ao longo deste trecho, se encontram a Rodoviária do Recife, a Arena Pernambuco, São Lourenço da Mata, Guadalajara e Paudalho. Certamente se tornará uma rodovia mais segura e mais rápida, integrando definitivamente Paudalho e Carpina com a Região Metropolitana do Recife.

Por ser uma cidade de porte médio, e nossa visita ter sido em um sábado, foi um pouco complicado andar de carro pelo centro da cidade, o que nos deixou com a obrigação de complementar nossa visita um outro dia.

Primeiro, ao saírmos da PE-041, praticamente entramos na cidade. Um trecho urbano da PE-090, que se chama Av. Agamenon Magalhães e mais à frente Av Francisco Viana, que se inicia daquele ponto, cheio de comércio e tráfego, incluindo semáforos. Entramos na Rua Mendes Martins, depois, Av. Francisco Lapa, e , finalmente, Av. Estácio Coimbra, onde encontramos a Estação Ferroviária de Carpina, que ainda conta com os trilhos e duas plataformas, indicando a grande movimentação que lá houvera no passado.
A estação, atualmente parece ser utilizada como bar. Vimos apenas uma abertura na parte de trás da mesma, com algo que parecia uma radiola de ficha. Também vimos a caixa d'água, a pouco mais de 50 metros da construção. Não há mais o dístico com o nome da estação.
Estação Ferroviária de Carpina; Igreja de São Sebastião; Monumento ao Leão do Norte.
Um pouco mais à diante, fica a principal praça de Carpina, a Praça José Otávio, na Avenida de mesmo nome. Seguimos essa avenida até determinado ponto, onde a movimentação, provavelmente devido ao dia de feira, nos fez retornar, para não perdermos tempo.
Ainda na Praça José Otávio, passamos pela Igreja de São Sebastião, de fachada simples, mas muito bonita e bem conservada.
Voltamos pela Av. Conselheiro João Alfredo, passando por trás da Estação Ferroviária e, encontramos a Imagem do Leão de Bronze, em homenagem ao Leão do Norte e também ao antigo nome da cidade, Floresta dos Leões. Fica na Praça de São José, onde também se encontram a Câmara Municipal e a Prefeitura.
Matriz de São José; Imagem de São José; Gruta de N. Sra. de Lourdes; e, Interior da Matriz.
Av. Assis Chateaubriand, entramos na rua da Rodoviária e voltamos à Av. Agamenon Magalhães, até a rua da Praça de São José, onde registramos imagens da Igreja Matriz de São José, da Imagem de São José e da Gruta de N. Sra. de Lourdes, que também fica na Igreja.
Praça; Praça José Otávio; Casas Antigas; e, Av. Pres. Getúlio Vargas.
Partimos então para a Av. Presidente Getúlio Vargas, onde observamos muitas casas belas, grandes e modernas, voltando, finalmente à BR-408.

Histórico de Carpina:

O Wikipédia possui um ótimo relato sobre o nascimento e desenvolvimento de Carpina, o qual recomendamos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Carpina)

sexta-feira, 15 de março de 2013

Araçoiaba

Araçoiaba, antiga Arassoiaba, fica a 22km da BR-101, cerca de 20 minutos através de belas paisagens o longo da PE-041.
Não há indicação na estrada dos limites entre Igarassu e Araçoiaba, mas tudo indica que seja a poucos quilômetros após a Usina São José.
O primeiro Engenho de Araçoiaba que encontramos foi o Itapipiré. Registramos essa imagem da possível casa-grande, mas não vimos capela.
Engenho Itapipiré; Capelinha na entrada da cidade; e, Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte. 
Logo chegamos na entrada de Araçoiaba. Na realidade, a rodovia passa a se chamar Avenida João Pessoa Guerra e corta uma parte importante da cidade, onde se encontram essa capelinha da foto acima e a Igreja Matriz, além de comércio, uma grande Igreja da Assembléia de Deus, a Prefeitura, um Casarão de 1929, uma pracinha e uma Escola.
Ruas de Araçoiaba; Essa barraca eu tinha de postar.

As ruas principais tem pouco movimento e a feira livre, também é bem modesta.
Nos chamou atenção o fiteiro da imagem acima, com vários atentados à nossa língua  embora estivesse arrumadinho.

Maracatu Leão Coroado; Praça; Painel na Prefeitura Municipal; e, Casarão de 1929.
Entrando e saindo das ruas, acabamos encontrando a sede de um dos Maracatus mais famosos de Pernambuco, o Leão Coroado, que fica na rua Profª. Josefa de Aguiar, no Centro.
De Araçoiaba, pode-se pegar a PE-027 e chegar em Aldeia, um bairro de Camaragibe, onde há diversos condomínios e casas de campo. Seguimos em frente, ainda na PE-041, uma vez que nosso próximo destino era Carpina.
Capelinha muito charmosa no canavial entre a PE-041 e a PE-053.

A cerca de 7km de Araçoiaba, encontramos essa charmosa capela no meio do canavial. O acesso a ela é fácil. Entramos em uma pista de terra que provavelmente é a PE-053 e subimos a pé o canavial para registrar imagens da construção.
Não há sinal algum de outros prédios do possível Engenho que havia por lá.

Capelas de Engenhos de Paudalho e Tracunhaém ao longo da PE-041, entre Araçoiaba e Carpina.

A rodovia atravessa o território de Abreu e Lima, Tracunhaém, Paudalho e Carpina. E, por se situar em uma área muito alta, dá pra ver várias construções de antigos engenhos da região, a maioria, capelas. Todas pertencentes à Usina Petribú.
Durante o registro da imagem da Igreja da foto do meio, acima, aconteceu um fato inusitado. Saímos da rodovia e entramos em uma via dos caminhões de cana. Paramos a alguns metros do acostamento. E, no momento dessa foto, um veículo perdeu o controle no meio da reta, rodou na pista e o reboque acabou atingindo nosso carro, na cena mais improvável de acontecer, diante de todo o contexto em que nos encontrávamos. Passado o susto, durante a conversa sobre os danos, eis que descobrimos que tratava-se de um senhor conhecido da família. Fomos convidados para visitar seu Sítio, mas, havia muita estrada ainda, por isso deixamos para uma próxima oportunidade.
A Igreja do topo do morro chama atenção e pode ser vista de outras cidades. A imagem ao vivo é muito interessante e, também um pouco sinistra.

Capelas de Engenhos de Paudalho e Tracunhaém ao longo da PE-041, entre Araçoiaba e Carpina.
Infelizmente, não há caminhos sinalizados para as capelas que se mantêm de pé na imensidão dos canaviais da Usina Petribú. Provavelmente por segurança, a Usina tenha colocado placas informando que o acesso às estradas para elas seja proibido. Uma pena. Tentaremos contato com a Usina para uma visita a esse patrimônio da História de Pernambuco.


Histórico:

Desmembrado do território de Igarassu, Araçoiaba é o município mais novo de Pernambuco, criado em 14 de julho de 1995. O desmembramento foi feito com base na Lei Estadual Complementar n° 15 de 1990, que permitia a um município ou vila solicitar emancipação, desde que atendesse alguns requisitos, tais como ter população superior a 10 mil habitantes e que o total de eleitores fosse maior que 30% desta população.
Até o início do século XIX, Araçoiaba era conhecida por Chã do Monte Aratangi e, depois, por Chã de Estevam. O distrito de Chã de Estevam foi criado pela lei municipal nº 42, de 10 de fevereiro de 1920, subordinado ao município de Igarassu, então chamado de Iguaraçu.
Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 9 de dezembro de 1938, o distrito de Chá do Estevão passou a denominar-se Igarassu. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito passou a denominar-se Arassoiaba, pertencendo ao município de Igarassu, ex-Iguaraçu. Pela lei estadual nº 1819, de 30 de dezembro de 1953, o distrito de Arassoiaba teve sua grafia alterada para Araçoiaba.
A emancipação política ocorreu em 1995, pela lei estadual nº 11230, de 13 de julho de 1995, tendo como sede o antigo distrito de Araçoiaba. Foi instalado em 1 de janeiro de 1997. É o município mais novo de Pernambuco. Foi criado com base na na Lei Estadual Complementar n° 15 de 1990, que permitia a um município ou vila solicitar emancipação, desde que atendesse alguns requisitos, tais como ter população superior a 10 mil habitantes e que o total de eleitores fosse maior que 30% desta população.
O topônimo Araçoiaba é uma composição das palavras em tupi: ara: sol, tempo + çoyaba: cobertura, anteparo. Significa "chapéu" ou "morro em forma de chapéu".

segunda-feira, 11 de março de 2013

Paulista

Paulista é uma das cidades mais populosas de Pernambuco. Fica a cerca de 16 km do centro do Recife, num trajeto que varia de 20 minutos a 1 hora, dependendo do trânsito.
O município é mais conhecido pelas suas praias, que, curiosamente, são mais próximas de Olinda que do centro de Paulista, sendo até mesmo mais frequentadas pelos olindenses e moradores dos bairros litorâneos que pelos moradores de seus demais bairros.
O acesso às praias é feito pela PE-001, que liga o Marco Zero do Recife ao Pontal de Maria Farinha, e pelas rodovias PE-015 e PE-022 que ligam o centro de Paulista a Maria Farinha.
Igreja de Santa Isabel de Portugal (1950); Imagem de N. Sra. dos Prazeres; Jardins do Coronel; Uma das chaminés das antigas fábricas de tecidos da família Lundgren.
O centro da cidade fica juntinho à PE-015, que, embora sendo duplicada, só possui duas pistas em cada sentido, não comportando o tráfego intenso em determinados horários.
Há um terminal de ônibus próximo ao centro, na PE-015, "facilitando" o acesso ao Recife e outras cidades metropolitanas.
Estádio Ademir Cunha
Visitamos o centro em um sábado bem cedinho. As placas na rodovia facilitaram a nossa entrada na cidade e pudemos registrar algumas das construções relevantes da História do município, como as Chaminés das antigas fábricas Aurora e Artur, da Companhia de Tecidos Paulista, da Família Lundgren; a bela Igreja de Santa Isabel de Portugal (Matriz da Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres), toda em tijolos aparentes; o casarão da Praça João Pessoa; e, o Estádio Ademir Cunha, antiga casa do Clube Paulistano, e, que hoje abriga os famosos América e Íbis.
O belo casarão data do século XX e foi construído para a moradia da família Lundgren, tendo como último morador o Comendador Artur Lundgren.
Localizado em frente ao Casarão, O Jardim  funcionava como um zoológico e parque de diversões para os filhos dos funcionários da CTP (Companhia de Tecidos do Paulista). Está fechado para visitação pública desde 1967, conforme informação da Prefeitura de Paulista.

Praça Agamenon Magalhães; Teatro Paulo Freite; e, Casa Grande e Jardins do Coronel Lundgren
Para quem for à passeio ao centro de Paulista, recomendo ir bem cedo nos fins de semana ou ir de ônibus, se não for de carro, em dias de semana.
Um grande problema das cidades maiores que visitamos são os fios e postes que atrapalham a visão de construções interessantes, como esses à frente do Teatro Paulo Freire.
No centro ainda há o prédio da primeira loja dos Tecidos Paulista, que veio a se tornar, tempos depois a rede de lojas Casas Pernambucanas. Hoje funciona como Agência do Trabalho.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Médicos (1812); Igreja de N. Sra Aparecida; Ruínas da Igreja de N. Sra dos Prazeres (1656); e, Canhão do Forte de Pau Amarelo.
A partir de Olinda, seguimos para a Praia do Janga, já em Paulista. A divisa dos dois municípios se dá pela ponte sobre o rio Doce, separando o bairro de mesmo nome em Olinda  e o bairro do Janga em Paulista.
A praia do Janga, como várias praias da Região Metropolitana do Recife, sofre um processo de erosão marinha, o qual está sendo contido por arrecifes artificiais, conhecidos como diques.
A praia atualmente possui areia retirada do fundo do mar, em um processo de "engorda", e, suas águas são, em geral, calmas por conta dos diques.
Por conta da influência do rio Doce, atualmente bem poluído, e da água quase parada, não é recomendável o banho constante no mar do Janga. 
Seguindo mais adiante, sentido norte, chegamos à Praia de Pau Amarelo, mas antes registramos imagens da Igreja de N. Sra da Conceição, na PE-001 e do Forte de Nossa Senhora dos Prazeres, mais conhecido como Forte de Pau Amarelo.
A praia do forte é o local mais frequentado de Pau Amarelo, há várias barracas bem movimentadas à beira-mar, e a visitação ao forte é livre.
Forte de Pau Amarelo (Forte de Nossa Senhora dos Prazeres. Construído entre 1719 e 1738, sendo reconstruído entre 1808 e 1866).
Seguindo adiante, chegamos à Praia de N. Sra. do Ó, onde há vários condomínios e a bela Igreja de mesmo nome juntinho à rodovia.
Essa Igreja conta com um pequeno e charmoso cemitério do seu lado esquerdo.
Igreja de Nossa Senhora do Ó (1811).
Já perto de Maria Farinha, saímos da rodovia entrando em uma rua de acesso à Praia  de Conceição e encontramos essa bela Igreja.
A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1842, fica em um grande terreno à beira-mar. No entanto, não foi possível chegar mais perto, uma vez que o portão de acesso estava fechado.
Fica localizada na Rua João Sérgio de Farias na Praia de Conceição, foi construida no ano de 1842 com pedra de pedreiras. Destaca em frente de sua fachada principal um belo cruzeiro construido com o mesmo material da Igreja.
Na frente para o mar, do terreno da Igreja, há dezenas de barracas de praia horríveis. Não chegamos à praia nesse lugar, devido à decepção de ver aquela bagunça na frente do mar.
Igreja de N. Sra. da Conceição dos Milagres (1842); Praia de Maria Farinha.
Nosso destino, nesse dia, era o Pontal de Maria Farinha. A rodovia acaba próximo a ele, em uma área cheia de casas de veraneio.
Do pontal dá pra ver a Coroa do Avião e Nova Cruz, em Igarassu, e a Ilha de Itamaracá.
Por ser uma área de encontro do rio Timbó com o Mar, o areal tem constante modificação. Infelizmente nesse dia o mar no local estava impossível de se tomar um banho. Ao contrário de outras vezes em que fomos ao pontal, o rio Timbó estava cheirando a esgoto e o lixo era intenso sob a água.
Já voltando, passamos pela Igreja de São João da Barra Mansa, bem próximo ao embarque da balsa do rio Timbó, que leva a Nova Cruz, em Igarassu.
Igreja de São João da Barra Mansa (1888); Pontal de Maria Farinha.

Sobre as Ruínas do Porto Artur:
Na PE-022, que liga a PE-015 e o centro de Paulista às praias na PE-001, constam placas indicativas do caminho para o Porto Artur. Mas, por em princípio não parecer seguro no final da tarde, não pegamos esse caminho, que ficará para uma outra oportunidade. Mas, para não deixar passar em branco, trazemos as informações do site da Prefeitura de Paulista sobre o local, que pode ser visto também no site do Wikimapia.
"Localizado na parte leste do rio Timbó, distante 3 mil metros de sua foz, foi construído, pela família Lundgren no início do séc. XX, com 1 km de extensão e todo o seu maquinário foi trazido da Inglaterra. O ancoradouro servia para facilitar a aproximação dos barcos que aqui chegavam, munidos de mercadorias para o abastecimento da cidade.
Esse transporte intensificou-se durante a Segunda Guerra Mundial, quando havia o temor da escassez de alimentos. Na época da instalação do porto, Paulista tinha cerca de 32 km de estradas de ferro, que alcançavam as estações dos municípios vizinhos, passavam pelo centro da cidade, indo até àquele cais. Pelo porto entraram os materiais utilizados nas construções dos prédios da família Lundgren, da Igreja de Santa Izabel, das chaminés das fábricas e até mesmo em algumas casas.
No povoado de Porto Arthur existiam, no início de sua povoação, 16 casas com famílias de pescadores e trabalhadores do cais. Por esta razão foi construída, em 1950, uma escola rural com o nome  Arthur Lundgren - último filho do patriarca sueco Herman Theodor Lundgren.
A escola foi desativada no início da década de 60, com o fechamento do cais. 
A área é um verdadeiro santuário da natureza, contendo ainda em toda a área do rio Timbó resquícios de mangue bem preservados, além de árvores típicas da Mata Atlântica." (Prefeitura de Paulista)



Histórico de Paulista:
"A história do Paulista começa no ano de 1535, quando o município ainda fazia parte da estrutura de Olinda. O donatário Duarte Coelho doou ao seu cunhado, Jerônimo de Albuquerque, as terras de Paratibe, em reconhecimento aos serviços prestados por ele à Colônia. Em 1550, Jerônimo de Albuquerque, por sua vez, doa essas terras ao português Gonçalo Mendes Leitão, que casou-se com sua filha, Antônia de Albuquerque. Iniciou ali um grande povoado, com a construção de um engenho dágua (com o nome de Paratibe), uma capela (dedicada a Santo Antônio) e um sobrado. Em 1555 era fundada a primeira freguesia*. 
Após alguns anos, a propriedade de Paratibe passou a denominar-se Paratibe de Cima, sendo esta parte desmembrada, cabendo a um dos filhos de Gonçalo Mendes, que levantou um engenho e deu ao mesmo o nome de Paratibe de Baixo.
Com a morte de Gonçalo Mendes, alguns lotes de terra foram vendidos, passando grande parte daquela propriedade para o domínio de outras pessoas. Nessa época, o Coronel Francisco Berenguer adquiriu, a titulo de compra, uma porção de terras em Paratibe de Cima, que se estendia até o riacho “Lava-Tripas”, fundando o Vínculo de Paratibe. Tal área abrangia os terrenos “Cova da Onça”, bem como os sítios do “Viana”, “Ferraz” e “Mirueira”, além de toda a extensão desde a estrada pública até o lugar denominado “Água do Curral”.
Posteriormente, o engenho Paratibe de Baixo e toda a propriedade de Maranguape pertenceram ao mestre de campo João Fernandes Vieira, que construiu ali um sobrado para sua residência e uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres.
Após a sua morte, em janeiro de 1681, sua viúva fez escritura de dote para uma filha natural de João Fernandes, de nome Maria Joana Cezar, por seu casamento com o Capitão-Mor Jerônimo Cezar de MeIlo. Com o falecimento de Dona Maria Cezar, ocorrido em 1689, o Coronel Francisco Berenguer, irmão da falecida e testamenteiro, vendeu o referido engenho ao mestre de campo Manoel Alves de Moraes Navarro, natural da Capitania de São Paulo, de onde veio comandado por um terço de primeira linha para a chamada “Campanha dos Palmares”.
Naquela época, era muito comum o uso da expressão: “vou para o Engenho do Paulista” ou “venho de Engenho Paulista”, o que originou, mais tarde, o povoado do Paulista, Vila do paulista e a partir de 1935, município do Paulista.
Um fato importante na história do município aconteceu em 20 de maio de 1817, quando o padre João Ribeiro Pessoa de Mello Montenegro, participante da Revolução Pernambucana, suicidou-se ao tomar conhecimento do fracasso do movimento. Seu cadáver, sepultado na capela do Engenho Paulista, foi desenterrado e mutilado; a cabeça, separada do tronco, foi levada para o Recife e colocada no pelourinho por ordem do almirante Rodrigo Lobo, comandante da esquadra enviada da Bahia pelo conde dos Arcos, para reprimir a revolução. A lei nº 3.843/2005 determina o dia 28 de fevereiro como feriado municipal, em comemoração ao nascimento do Padre João Ribeiro, herói da Revolução Pernambucana de 1817.
Em 1904, o sueco naturalizado brasileiro Hermann Theodor Lundgren comprou a maioria das ações dessa indústria têxtil, inaugurando um novo período da história daquela povoação. Nas mãos do novo proprietário e de seus filhos (Alberto, Frederico e Arthur Lundgren), as máquinas obsoletas da fábrica foram substituídas por equipamentos modernos, importados da Inglaterra, os quais produziam algodões brancos, lisos e trançados. Uma das primeiras medidas do novo proprietário foi à construção de uma vila com 500 casas de tijolo e telha para a moradia dos operários, em substituição às palhoças que ali existiam. Herman Theodor Lundgren faleceu em 1907, com 72 anos de idade e sua obra teve continuidade e expansão com seus filhos e netos.
Dois anos depois, em 1909, foram criadas as “Lojas Paulistas”, originárias dos famosos tecidos de marca “OLHO”, que tinham a matriz em Paulista e filiais em quase todas as principais cidades do Brasil. Na região Sul, elas recebiam o nome de “Lojas Pernambucanas”. 
No Porto Arthur, próximo ao Pontal de Maria Farinha, os barcos da Companhia de Tecidos Paulista transportavam para outros centros consumidores madeira extraída da Mata Atlântica, além de outros produtos. As Locomotivas da CTP recebiam cargas de madeira de lei ou lenha para queima, cereais e outros gêneros alimentícios vendidos nas feiras livres ou utilizadas para suprir os barracões (espécie de venda onde os operários faziam suas compras semanais.Os vagões eram carregados nas estações de Chá de Estevão (atualmente Araçoiaba) e Chá de Trepa-e-desce, além de outros povoados: Arregalado, Engenho Novo, Pindobinha e Itapiré, Machado, Caiana, Aguiar, Aldeia e Seringa.
Tendo em vista a grande produção das fábricas, os filhos do Sr. Herman Lundgren buscavam mão-de-obra no interior de Pernambuco, Paraíba e adjacências.
Dentro dos muros da Fábrica Aurora, ainda hoje é possível ver a estação e os trilhos, bem próximos ao portão.
No final da década de 70, a criação do Distrito Industrial de Paratibe transformou Paulista em um importante pólo industrial da Região Metropolitana do Recife. Ao mesmo tempo, a implantação de conjuntos habitacionais da COHAB* aumentou consideravelmente a área urbana, o que resultou num grande acréscimo da população"
. (Fonte: Prefeitura de Paulista)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Igarassu

Igarassu fica a cerca de 30 km do Recife. Cerca de 40 minutos em media é o tempo de carro particular para a cidade, após atravessar o tráfego intenso da PE-015 e da BR-101.
A primeira imagem que o visitante encontra, ao chegar ao Centro Histórico, é exatamente esse cartão postal, abaixo. É a vista de quem chega pela Avenida Marechal Hermes. 
Em nossa passagem por Igarassu, o Centro Histórico se encontrava muito limpo e bem conservado, como deveria ser em qualquer cidade.
Colina onde se encontram a Casa de Câmara, Igreja e Convento do Sagrado Coração de Jesus, Igreja dos Santos Cosme e Damião, Sobrado do Imperador e Museu Histórico de Igarassu. 
Chegamos ao Convento do Sagrado Coração e à Igreja de Cosme e Damião, subindo pela Rua Barbosa Lima, onde também se encontra o Museu Histórico, o Sobrado do Imperador, o acesso à Câmara e as Ruínas de duas Igrejas.
Na frente da Câmara Municipal, se encontra uma réplica do marco divisório das capitanias de Pernambuco e Itamaracá. Outra réplica se encontra no local da divisa, conhecido como Sitio dos Marcos e o Marco Original se encontra em um Museu do Recife.
-> Sobre o Convento do Sagrado Coração de Jesus:
Foi construído em 1742 pelos padres Miguel Rodrigues Sepúlvida e Gabriel Malagrida. Em 1758 teve sua capela inaugurada solenemente, sendo consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Este convento é a casa mãe da ordem religiosa das irmãs do Sagrado Coração de Jesus no Brasil. Estilo: Barroco.
-> Sobre a Igreja dos Santos Cosme e Damião:
A mais antiga Igreja do Brasil, foi erguida por ordem do Capitão Afonso Gonçalves, a partir de setembro de 1535. Entre 1595/97 foi restaurada por ordem real. No século XVIII, por determinação do rei D. José I, foi novamente restaurada. Hoje mantém suas características primitivas. Estilo: Maneirista.
-> Sobre a Casa de Câmara e Cadeia:
A atual casa de Câmara e Cadeia, que não é a primitiva, pois essa foi destruída pelos holandeses, foi construída no terceiro quartel do século XVIII. Neste prédio funcionavam os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, inclusive com sistema carcerário.
-> Sobre o Museu Histórico de Igarassu:
Fundado em 24 de janeiro de 1954, o Museu ocupa três casas do século XIX. Reúne valioso acervo e conta com 263 peças em exposição, auditório, Dep. de Pesquisa Histórica. Destaque para exposição sacra, numismática e armas.
Câmara Municipal (1º andar), antiga Cadeia (térreo) e Réplica do Marco Divisório das Capitanias de Pernambuco e Itamaracá.
As Ruinas das Igrejas da Misericórdia e do Rosário dos Homens Pretos (abaixo) estão em situação precária. Enquanto a da Misericórdia ameaça ruir de vez, por estar sendo atravessada por raízes  a do Rosário fica dentro de duas propriedades privadas, fazendo parte do muro de duas residencias, nada lembrando ter feito parte de uma Igreja.
A Igreja da Misericórdia fica na esquina da rua Barbosa Lima com a rua Tiradentes e a Igreja do Rosário fica na Rua Barbosa Lima, após o cruzamento com a rua da Saudade.
Ruinas das Igrejas da Misericórdia (cima) e do Rosário dos Homens Pretos.
O Convento de Santo Antonio fica de frente a colina, no cruzamento da rua Barbosa Lima com a Av. Marechal Hermes e, atualmente abriga, alem da Igreja, um Museu Pinacoteca.
Convento de Santo Antonio (onde se encontra o Museu Pinacoteca) e seu Cruzeiro.
-> Sobre o Convento de Santo Antônio:
Teve sua construção iniciada em junho de 1588 e foi o terceiro convento que os franciscanos ergueram no Brasil. No século XVII foi transformado em Escola de Noviciado, motivo que levou a ampliação do convento, só concluída em meados do século XVIII. Em 1848, durante a Revolução Praieira, serviu de quartel general para as tropas revolucionárias sob o comando do Cel. Manoel Pereira de Morais - Senhor do Engenho Inhamã. Destaque para azuleijaria existente na nave da igreja e sacristia. Estilo: Barroco.
-> Sobre o Museu Pinacoteca:
Instalado no Convento Santo Antônio, o Museu foi inaugurado em agosto de 1957 e reúne 24 quadros/ painéis dos séculos XVII e XVIII. São destaques os quatros painéis votivos que pertencem a Igreja dos Santos Cosme e Damião. É considerado como um dos mais importantes da América Latina.

Muitos casarões se transformaram em sedes de Órgãos municipais e museus. Infelizmente, não encontramos nenhum aberto no dia da nossa visita. Era um Sábado às 8:00hs da manhã.
Museu Histórico de Igarassu.
Seguindo o sentido Itapissuma e Itamaracá, pela Av. Marechal Hermes, que vira Rua Dantas Barreto entre o Convento de Santo Antônio e a pracinha da Prefeitura e da Capela de N. Sra. do Livramento, passamos por várias casas que são atualmente lojas e escritórios. Todas com as fachadas preservadas e as placas padronizadas. A prefeitura  e a Capela de Nossa Senhora do Livramento ficam lado a lado (fotos abaixo).
Em cima: Prefeitura Municipal, Capela de Nossa Senhora do Livramento, Casario. Embaixo, Casario e Capela de São Sebastião.
Continuando no mesmo sentido, a Rua Dantas Barreto passa a se chamar Rua Dr. Elísio, até uma simpática pontezinha, a partir da qual passa a ter o nome de Rua de São Sebastião, onde encontramos a Capela de mesmo nome (foto acima).
-> Sobre a Capela de Nossa Senhora do Livramento:
Foi construída em 1774 e em chão pertencente ao Conselho Municipal. Em novembro de 1782, estavam concluídas as obras e a Irmandade devidamente constituída, sendo seu juiz o Sr. Joaquim Rodrigues da Costa Queimado. Em julho de 1958, devido ao rigoroso inverno, seu teto desabou. Foi restaurada em 1972 e 1984. Estilo: Barroco.
-> Sobre a Capela de São Sebastião:
Construída em 1735 e, provavelmente, em comemoração aos duzentos anos de fundação de Igarassu. Suas características se assemelham a da primitiva Capela dos Santos Cosme e Damião. Em setembro de 1878, está em reforma. Pertence ao Conselho Municipal (Câmara de Vereadores). Estilo: Maneirista com influência Barroca.

Não seguimos para Itapissuma nesse dia. Preferimos voltar e encontrar a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, mais a diante da BR-101.
Igreja da Nossa Senhora da Boa Viagem, localizada no antigo Povoado de Pasmado, entre as atuais BR-101 Norte e PE-041.
Sempre que passávamos entre Igarassu e Goiana, uma Igreja isolada no canavial chamava nossa atenção. Ela fica na margem Oeste da BR-101, no sentido Goiana-Igarassu, na entrada da PE-041 que da acesso a Usina São José e a Araçoiaba.
Para chegar até ela, deve-se entrar na PE-041 e alguns metros depois, no caminho de terra, apos a placa indicativa do Engenho Pasmado, chegamos na Igreja.
Durante esse relato, soube que o local era um povoado, e não um Engenho de Cana, como sugere a placa da Usina. No entanto, alem da Igreja, nada no local lembra oi indica já ter havido praças e sobrados de um povoado.
A Igreja está sem as portas e janela, e sem nada dentro, mas aparentemente sua estrutura esta robusta.
-> Sobre a Freguesia de Pasmado:
    "O povoado de Pasmado teria surgido no início do século XVIII e, provavelmente a sua mais antiga referência seja encontrada na Nobiliarquia Pernambucana de Antônio José Vitoriano Borges da Fonseca de 1748, onde se lê sobre um João César Falcão que “morava no Pasmado, onde morreu, há poucos anos em idade muito avultada”. Pereira da Costa, sem nenhuma indicação confiável, diz ter Pasmado se originado de uma aldeia indígena. O certo é que o povoado se encontrava à margem da estrada que demandava à então vila de Goiana. Em 1810, foi visitado por Henry Koster que a descreveu como tendo uma forma quadrada com uma grande praça onde se destacava a igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. O viajante inglês também salientou a principal atividade produtiva do lugar: a produção de excelentes facas de ponta, conhecidas como “pasmados”, tal a fama e qualidade das peças. Em seu romance O matuto, Franklin Távora compara Pasmado a uma filial dos domínios de Vulcano tal a quantidade de forjas que havia no local. Exageros à parte, a verdade é que as facas, extremamente famosas outrora, parecem ter desaparecido por completo nos dias de hoje, tal qual o lugar que lhes deu origem.
    Ao longo do século XIX, as fontes disponíveis: Pereira da Costa, Costa Honorato e Fernandes da Gama dão conta dos altos e baixos do povoado até sua ruína final. É sabido que, em 1817 foi visitada pelo governador Luís do Rego que prometeu elevar Pasmado a freguesia, o que efetivamente o fez. Em 1821 passou a ter uma força policial e, em 1822 uma escola pública de instrução primária. Chegou a ter escolas particulares, feira de gado, sobrados e amplo comércio de facas, brides, fechaduras e tesouras. Sua decadência, no entanto, começaria a partir de 1837 com a extinção da freguesia e a divisão do seu território entre Igarassu, Goiana, Tejucupapo e Tracunhaém. Em 1846 a paróquia foi restaurada com sede em São Gonçalo de Itapissuma, até que foi definitivamente extinta em 1849. Pereira da Costa aponta “desavenças e intrigas com o dono das terras, o senhor do engenho Caga Fogo”, cujo nome não cita, como causas da “supressão da freguesia do Pasmado, seu abandono e decadência”.
    O povoado ainda é citado por Costa Honorato em 1863; aparece no tal mapa de 1876, talvez sua única referência cartográfica e no Dicionário Corográfico de Vasconcelos Galvão em 1910. Pasmado desapareceu por completo nos primeiros anos do século XX, restando de pé apenas a capela de Nossa Senhora da Boa Viagem (hoje, monumento estadual tombado pela FUNDARPE), que por falta de uso, abandonada entre a estrada e o canavial, parece estar condenada ao mesmo fim do povoado." 

(Fonte: http://andrelemoine.blogspot.com.br/2010/11/pasmado-um-povoado-esquecido.html).

Da Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, voltamos à BR-101, sentido Recife, até chegarmos ao Distrito de Cruz de Rebouças, onde, seguindo as placas até a Estrada do Monjope.
Até o final dos anos 80, a área do engenho era utilizada para Camping, e fotos da época mostram que tudo ao redor estava limpo e bem conservado, diferentemente do que encontramos em nossa visita.
O Engenho Monjope deveria estar restaurado, contudo, embora tenha uma placa da FUNDARPE na frente e alguma coisa já tenha sido feita no Casarão e na Capela, como a aparentemente troca do telhado, o levantamento de paredes no primeiro andar do Casarão e a troca do piso superior, tudo se encontra parado há algum tempo. Árvores cresceram na frente da casa impedindo sua visão de longe e o mato tomou conta de tudo. 
A fábrica e as senzalas continuam de pé, sendo esta última o que parece ser mais conservado na área.
Mas, mesmo assim, entrar na Casa e na Capela é algo mágico, se posso dizer assim. Ver os cômodos, as paredes grossas e imaginar como aquele lugar ostentava riqueza em sua época áurea vale o passeio.
Casarão do Engenho Monjope.
Dá pra perceber nas fotos acima que o telhado foi restaurado e o piso superior teve sua estrutura substituída, mas não foi reposto. As portas e janelas do casarão fora todos retirados para serem substituídos, mas sabe lá onde estarão hoje.
Existem alguns vãos curiosos entre algumas paredes, como se fossem armários ou esconderijos.
Casarão e Capela.

A natureza tem uma capacidade incrível de tomar conta de onde o homem não anda. Toda a vegetação na área do Engenho é um exemplo disso. Onde antes havia um gramado e caminhos com jardins, agora há uma mata que, em poucos anos pode destruir todo esse patrimônio de Pernambuco.
Obviamente nada contra a natureza. Ela apenas busca retomar o que o homem a tirou, contudo, tudo pode viver em harmonia. As árvores que cresceram e rodeiam esses monumentos podem ser responsáveis por sua ruína, em breve.

Capela do Engenho Monjope.
Dentro da capela, que até pouco tempo tinha missas e aulas de catecismo para a comunidade, observamos que a troca do telhado foi a prioridade, mas também parece que foi realizada às pressas.

-> Sobre o Sítio dos Marcos:
Local em que delimitava-se as Capitanias de Pernambuco e Itamaraçá e, onde em 1516, Cristovão Jacques ergueu a Feitoria de Pernambuco.  Neste Sítio, em 09 de março de 1535, Duarte Coelho desembarcou para tomar posse de sua Capitania.

-> Engenhos da PE-041:

Continuando pela PE-041, após a Igreja de N. Sra. da Boa Viagem, encontramos uma grandiosa Igreja em ruínas. Mais tarde soubemos tratar-se da Capela do antigo Engenho Araripe do Meio, ou apenas do Meio.
Alguns minutos mais tarde, encontramos um belo lago, com uma floresta cobrindo toda a sua margem, a exceção da beira da estrada, onde há uma calçada que permite parar alguns instantes e contemplar a maravilha do lugar.
Essa lagoa, fica nas terras do antigo Engenho Araripe. Desse Engenho, só encontramos esse Relógio Solar, da foto abaixo, que provavelmente ficava próximo ao local da Casa-Grande.

Continuando no sentido de Araçoiaba, passamos, ainda, pelo Engenho Piedade, onde registramos imagens da sua Capela que se encontra muito bem conservada.
Relógio solar do Engenho Araripe; Ruínas da Capela do Engenho do Meio; Mata Preservada na rodovia; e, Capela do Engenho Piedade.

Lagoa do Engenho Araripe.

-> Histórico de Igarassu*:
As primeiras evidências da presença de portugueses no atual território de Igarassu (região do Sítio dos Marcos) datam de, aproximadamente 1512.
As tribos encontradas no território de Igarassu, identificado como “zona de transição” compreendiam, entre outros, os Caetés e os Tabajaras; vivendo principalmente da cultura da mandioca, da coleta de frutas, da pesca e da caça. A cerâmica, pouco desenvolvida, limitava-se a peças utilitárias e urnas funerárias, que sofreram um processo de deterioração em sua técnica à medida que aumentava o contato com o colonizador português.
Em 1516, inicia-se a ocupação sazonal das terras Igarassuenses quando Cristóvão Jacques funda uma feitoria no local atualmente conhecido como Sítio dos Marcos. Levantou-se um reduto de madeira para dar apoio à extração de pau-brasil. Os portugueses logo entraram em contato com os indígenas da região que, segundo pesquisas realizadas no local, não ocupavam a área próxima à feitoria. Dez anos mais tarde, o mesmo Cristovão Jaques, agora como governador do Brasil, ocupa a feitoria, iniciando a perseguição aos piratas, que infestavam o nosso litoral. Esta feitoria foi atacada por piratas franceses da nau La Pellerine, que posteriormente, construíram uma fortificação, provavelmente no local onde hoje se encontra a Igreja de Nossa Sra. da Conceição de Vila Velha.
Com a decisão de colonizar a terra já descoberta há trinta anos, o rei Dom João III passou em 10 de março de 1534 a Carta de Doação da Capitania de Pernambuco ao fidalgo Duarte Coelho Pereira, na cidade de Évora, tendo sido lavrada a Carta Foral da Capitania de Pernambuco aos 24 de setembro do mesmo ano.
Aos 9 de março de 1535, Duarte Coelho, acompanhado pelo Capitão Afonso Gonçalves, desembarca no Porto de Pernambuco, assentando, pouco tempo depois, o marco divisório das Capitanias de Pernambuco e Itamaracá (atualmente, no Museu do Instituto Arqueológico). Neste mesmo ano, em 27 de setembro, dia dos Santos Cosme e Damião, o Capitão Afonso Gonçalves funda a povoação dos Santos Cosme e Damião, erigindo uma capela sob a invocação dos Santos gêmeos, cuja devoção foi trazida da Freguesia de Arcos de Valdevez, na Arquidiocese de Viana do Castelo, local de origem do fundador.
Em 1548, numa carta datada de 10 de maio,  Afonso  Gonçalves  informa  ao  rei
Dom João III sobre a povoação e a igreja fundada por ele, sendo esta uma das poucas provas documentais do núcleo que deu origem a cidade. Ainda neste período é estabelecido um engenho de açúcar que na década de cinquenta, daquela centúria, foi atacado e destruído pelos índios
Ainda no século XVI, foram erguidas as igrejas da Misericórdia, Santa Cruz e o Convento de Santo Antônio (1588), o terceiro do Brasil e segundo de Pernambuco. Em 1594 foi criada a Freguesia dos Santos Cosme e Damião, tendo como pároco  o Pe. Miguel Alfar. No ano seguinte (1595), tem-se a notícia de que a igreja estava em ruínas.
Nesse meio tempo, a vila ia-se desenvolvendo a partir do outeiro onde estava erguida a matriz dos Santos Cosme e Damião em direção ao rio São Domingos e às demais igrejas.
Durante o século XVII, a vila se desenvolve de maneira lenta, apresentando uma evolução bem mais tímida que Olinda e Recife. Gabriel Soares de Souza e Diogo de Campos Moreno descrevem Igarassu como uma vila pequena e de população pobre e reduzida. No momento da ocupação holandesa, a vila era a segunda mais importante da Capitania, e muitos dos ricos moradores de Olinda, fugindo dos invasores, para cá se mudaram.
Em 1632, no dia 1º de maio, Igarassu foi invadida e saqueada pelos holandeses liderados por Diederick van Werdenburch. A vila foi atacada novamente em 25 de abril de 1634 e, em 1646, João Fernandes Vieira ordena a construção de um fortim no Sítio dos Marcos, atacado pelos flamengos em 21 de junho do mesmo ano.
Após a expulsão dos holandeses em 1654, a vila retoma, lentamente, seu desenvolvimento com a construção de novas casas e edifícios.
A Lei dos Municípios nº52 de 03 de agosto de 1892 institui o Município de Igarassu e a Lei estadual nº130 de 03 de junho de 1895 eleva Igarassu à categoria de Cidade e Sede Municipal.
* Fonte; Secretaria de Turismo de Igarassu.

-> Dados Históricos*:
A palavra Igarassu é de origem tupi e significa: Igara = Canoa; Assu = Grande.
A cidade, segundo a tradição, foi fundada em 27 de setembro de 1535, após a vitória dos portugueses sobre os índios Caetés e por ordem do Capitão AFONSO GONÇALVES - que mandou erigir no local da vitória uma capela votativa consagrada aos Santos Cosme e Damião - hoje considerada a mais antiga do Brasil.
Em 1516, entretanto, já os portugueses, através de Cristövão Jacques, fundaram - no Sítio dos Marcos - a feitoria de Pernambuco, então um dos mais conhecidos ancoradouros do litoral brasileiro e significativo ponto de contato entre ameríndios e europeus.
A elevação a categoria de vila, ocorrida em data não precisa, mas provavelmente no ano de 1564, resgatou parte de sua importância política, econômica e estratégica.
Em 1º de maio de 1632, sob o comando do Cel. Deiderick van Weanderbuch e guiados por Calabar, os holandeses atacam e saqueiam a vila, então a segunda mais importante da Capitania.
Como titulares do Império, tivemos: Dr. Domingos Ribeiro dos Guimarães Peixoto - Barão de Igarassu; Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha - Barão de Vera Cruz; Epaminondas Vieira da Cunha - Barão de Itapissuma e Antero Vieira da Cunha - Barão de Araripe.
Em 10 de outubro de 1972, visando proteger e resguardar o rico acervo existente em nossa cidade, o Governo Federal, através do IPHAN, tomba o conjunto arquitetônico da nucleação histórica.
* Fonte; Secretaria de Turismo de Igarassu.